Em resposta ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói durante o Carnaval do Rio de Janeiro, o senador Sergio Moro manifestou sua insatisfação através de sua conta na rede social X (anteriormente conhecida como Twitter). O parlamentar fez referências a partes do inquérito da Operação Lava Jato ao comentar a apresentação.
Em sua publicação, Moro descreveu a exibição da escola como um "abuso de poder", sugerindo que o evento teria sido custeado com verbas públicas federais. O senador classificou o espetáculo como "decepcionante", argumentando que ele enalteceu Lula, minimizou episódios de corrupção e incluiu ataques a oponentes políticos, o que, em sua perspectiva, configura um uso inadequado de recursos públicos para autopromoção.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói apresentou-se na Marquês de Sapucaí com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que revisitou a trajetória de vida e a carreira política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula esteve presente na Sapucaí para assistir ao desfile, mas optou por não fazer declarações públicas durante o evento. Essa cautela tem o objetivo de evitar que sua participação seja interpretada como campanha eleitoral antecipada, prevenindo possíveis contestações por parte de adversários no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula”, declarou Moro. O sítio em questão foi mencionado no processo que levou à prisão de Lula, posteriormente anulado, sendo apontado como um suposto pagamento de propina ao presidente.