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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
Justiça

STF inicia julgamento de deputados do PL acusados de propina em emendas

A Procuradoria-Geral da República alega que, entre janeiro e agosto de 2020, os envolvidos solicitaram R$ 1,6 milhão em vantagem ilícita para liberar R$ 6,6 milhões em verbas para São José de Ribamar (MA).

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
STF inicia julgamento de deputados do PL acusados de propina em emendas
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta terça-feira (10), ao processo de julgamento de dois deputados federais e um suplente filiados ao PL. Eles são acusados da prática de corrupção passiva e organização criminosa, com a sessão agendada para as 9h.

O tribunal colegiado examinará a ação penal que tem como réus os congressistas Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), juntamente com o suplente Bosco Costa (PL-SE).

Os indivíduos são apontados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsáveis por exigir suborno em troca da liberação de emendas parlamentares.

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Adicionalmente aos deputados, outras cinco pessoas com vínculos com os congressistas também figuram como réus no processo e terão seus casos analisados.

Conforme a PGR, no período compreendido entre janeiro e agosto de 2020, os envolvidos teriam solicitado um montante de R$ 1,6 milhão em benefício ilícito para autorizar a destinação de R$ 6,6 milhões em emendas ao município de São José de Ribamar (MA).

O expediente está sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin. A composição da turma inclui, ainda, os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Além da sessão matinal de hoje, o STF agendou outras duas reuniões para a análise do processo, previstas para ocorrerem na tarde desta terça e na manhã de quarta-feira (11).

As defesas

No decorrer da tramitação processual, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho afirmou ao Supremo que as imputações da PGR contra o congressista carecem de solidez e fundamento, sendo "frágeis e desfundamentadas".

Os representantes legais de Bosco Costa pleitearam a recusa da denúncia, alegando insuficiência de provas. A defesa comunicou ao Supremo que a acusação se fundamenta em "diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco".

A equipe jurídica de Pastor Gil argumentou pela ilegalidade das evidências coletadas na apuração, sustentando que o processo deveria ter sido iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os defensores complementaram que a denúncia se apoia em "hipóteses e conjecturas".

FONTE/CRÉDITOS: André Richter – Repórter da Agência Brasil
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