O sumiço de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, completou um mês nesta segunda-feira (19) sem que a aposentada fosse encontrada. As diligências policiais permanecem focadas em um sítio na zona rural de Bauru, no interior paulista, onde ela residia, incluindo escavações extensas e a demolição de uma estrutura no local.
De acordo com o delegado Alexandre Protopsaltis, encarregado da investigação, os trabalhos de busca prosseguem com o suporte da prefeitura e já alcançaram mais de 17 metros de profundidade, em uma área adjacente a um poço inativo. A Polícia Civil aguarda, ademais, os laudos periciais do local e informações sobre as transações financeiras da vítima.
Dagmar residia sozinha na propriedade rural, onde um casal de caseiros, Paulo e Daniela, também habitava em uma casa separada. Desde o princípio, a principal teoria da investigação aponta para latrocínio, que é o crime de roubo com resultado de morte.
Ao longo das apurações, a polícia verificou que o veículo da idosa não estava mais na propriedade e que os caseiros haviam partido subitamente. Conforme os investigadores, o casal se retirou "de forma abrupta, deixando a moradia em estado de desorganização e aparente abandono", fatos que intensificaram as suspeitas sobre eles.
Em 22 de dezembro, data do registro do boletim de ocorrência, o automóvel de Dagmar foi encontrado em Tatuí, a aproximadamente 200 quilômetros de Bauru. A investigação revelou que o carro teria sido permutado pelos suspeitos por uma caminhonete S10.
Após essa transação inicial, Paulo e Daniela voltaram a Bauru, onde efetuaram uma segunda troca: a caminhonete foi negociada por um veículo Astra. Posteriormente, a dupla deixou a cidade mais uma vez.
Em vista da série de transações envolvendo os bens da vítima, a Polícia Civil solicitou a prisão temporária do casal. Paulo e Daniela foram detidos na noite de 24 de dezembro, em Itararé, Paraná, enquanto tentavam trocar o Astra por outro automóvel, um Kadett.
Durante um depoimento preliminar, ambos admitiram parcialmente a participação no delito, contudo, decidiram manter o silêncio durante o interrogatório oficial. Até esta data, o corpo de Dagmar ainda não foi encontrado.
As investigações prosseguem ativamente, com a polícia empenhada em elucidar o paradeiro da idosa e a sequência precisa dos eventos criminosos, bem como em localizar quaisquer indícios que possam confirmar o óbito e o local de eventual ocultação do corpo.