Uma nova opção de investimento público será introduzida pelo Tesouro Nacional no próximo mês de março. Denominado Tesouro Reserva, este título terá sua rentabilidade atrelada à taxa Selic e visa ampliar o alcance do programa Tesouro Direto para um público maior, conforme anunciado pelo secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, nesta sexta-feira (30).
"O Tesouro Reserva será lançado em conjunto com a nova plataforma do Tesouro Direto, que operará continuamente, 24 horas por dia, sete dias por semana. O objetivo é facilitar o acesso, especialmente para as parcelas da população que, durante o horário comercial, enfrentam dificuldades para realizar investimentos", detalhou Ceron.
Durante um evento realizado na B3, em São Paulo, na tarde de sexta-feira, Ceron informou que o Tesouro Reserva permitirá aplicações iniciais a partir de R$ 1. Embora o prazo de vencimento do título seja de três anos, os investidores terão a flexibilidade de resgatar seus recursos a qualquer momento, sem sofrer qualquer tipo de desconto.
"Para atender a esse público que busca rentabilidade com segurança, estamos lançando o Tesouro Reserva. Trata-se de um título de taxa flutuante, mas sem a marcação a mercado, o que elimina o risco de oscilação de preço. O investidor poderá resgatar seus recursos quando desejar, a qualquer hora e dia da semana. A compra e venda do título não afetará seu valor. Além disso, as aplicações podem começar com apenas R$ 1, embora os títulos sejam de R$ 10", explicou.
O novo título já está em fase de testes com um grupo selecionado de clientes do Banco do Brasil. A partir de março, contudo, estará disponível para todos os investidores, conforme adiantou o secretário.
Atualmente, o Tesouro Direto conta com mais de 3 milhões de investidores ativos. A expectativa com o Tesouro Reserva é expandir significativamente essa base e introduzir uma alternativa de investimento mais acessível e segura.
"É lamentável que muitos brasileiros sejam levados a fazer aplicações sem uma escolha informada. Oferecer ao cidadão a capacidade de decidir conscientemente é um exercício de cidadania", ressaltou Ceron.
O secretário também destacou a importância da cautela em relação a investimentos. "Observamos atualmente problemas em aplicações de ativos de risco, muitas vezes sem o conhecimento dos investidores sobre a natureza desses riscos. É fundamental que as pessoas façam escolhas conscientes, optando por segurança com rentabilidade ou por maior risco, sempre de forma informada", concluiu.