O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste sábado (3) que ainda está definindo quais serão os próximos passos em relação à Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas. A afirmação foi feita em entrevista à emissora Fox News, horas depois da ofensiva militar em Caracas.
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Segundo Trump, Maduro e a esposa foram detidos na capital venezuelana e retirados do país por via aérea. O presidente norte-americano afirmou que o líder venezuelano está a caminho de Nova York, transportado a partir de um navio da Marinha dos Estados Unidos que estava posicionado no mar do Caribe.
Durante a entrevista, Trump disse que acompanhou a operação em tempo real. “Foi como assistir a um programa televisivo”, afirmou, ao relatar que recebeu imagens transmitidas por agentes envolvidos na missão. Ele também revelou que o ataque estava planejado para ocorrer dias antes, mas foi adiado por questões climáticas.
Trump afirmou ainda que manteve contato com Maduro cerca de uma semana antes da ofensiva e que houve uma tentativa de negociação por parte do governo venezuelano. “Eles quiseram negociar no final, mas eu não queria”, disse o presidente dos EUA, sem detalhar os termos propostos.
Outro ponto destacado por Trump foi o interesse direto dos Estados Unidos na indústria petrolífera venezuelana. Segundo ele, Washington passará a estar “fortemente envolvido” no setor, o que indica uma mudança significativa na relação econômica com o país sul-americano após a queda do governo.
Ataques contra a Venezuela
A captura de Maduro ocorreu após uma série de ataques aéreos e explosões em Caracas durante a madrugada. De acordo com a Associated Press, ao menos sete explosões foram registradas em um curto intervalo de tempo. Moradores relataram tremores, aeronaves em baixa altitude e interrupções no fornecimento de energia elétrica, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota.
Enquanto isso, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou não saber o paradeiro de Maduro e cobrou do governo norte-americano uma prova de vida do presidente. O cenário mantém a região em alerta máximo e amplia a crise diplomática envolvendo Estados Unidos, Venezuela e países vizinhos.
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