O Vaticano tentou negociar um asilo para o presidente venezuelano Nicolás Maduro na Rússia antes de sua captura por forças dos Estados Unidos, segundo reportagem publicada pelo jornal norte-americano The Washington Post nesta sexta-feira (9). A tentativa diplomática ocorreu nos dias que antecederam a operação militar que terminou com a detenção de Maduro e sua esposa.
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De acordo com o jornal, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e número dois na hierarquia da Igreja Católica, buscou alternativas pacíficas para evitar uma escalada do conflito político e militar na Venezuela. Em conversas com o embaixador dos Estados Unidos junto à Santa Sé, Brian Burch, Parolin teria apresentado uma proposta de asilo político à Rússia, na qual o governo de Vladimir Putin garantiria segurança ao líder venezuelano.
Segundo documentos e fontes consultadas, a ideia era que Maduro deixasse a Venezuela e tivesse garantias de segurança pessoal e política em solo russo. Parte da oferta teria incluído a possibilidade de o presidente venezuelano manter acesso a recursos financeiros no exterior, conforme relato de quem acompanhou as negociações.
Apesar das tentativas diplomáticas, Maduro teria recusado a proposta de asilo, e a operação conduzida por forças especiais dos Estados Unidos prosseguiu. A ação terminou com a captura de Maduro e de sua esposa, que foram levados para Nova York, onde enfrentam acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas, de acordo com a cobertura internacional.
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