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Quarta-feira, 21 de Janeiro 2026

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Veja a última foto de mulher em montanha gelada antes de ser ‘abandonada para morrer’ pelo namorado

A morte de Kerstin Gurtner, de 33 anos, no cume do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria, ganhou novos contornos e agora é investigada como homicídio. O caso, que ocorreu em janeiro deste ano, ganhou repercussão internacional após a divulgação da última foto tirada por Kerstin antes de ser deixada sozinha no topo pelo […]

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Veja a última foto de mulher em montanha gelada antes de ser ‘abandonada para morrer’ pelo namorado
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A morte de Kerstin Gurtner, de 33 anos, no cume do Grossglockner, a montanha mais alta da Áustria, ganhou novos contornos e agora é investigada como homicídio. O caso, que ocorreu em janeiro deste ano, ganhou repercussão internacional após a divulgação da última foto tirada por Kerstin antes de ser deixada sozinha no topo pelo namorado.

O companheiro da vítima, Thomas Plamberger, de 39 anos, é acusado pelo Ministério Público austríaco de ter deixado Kerstin “exausta, hipotérmica e desorientada” no frio extremo e na escuridão, sem qualquer proteção adequada, enquanto buscava ajuda. Para a promotoria, ele a abandonou “para morrer”.

Equipamento inadequado e decisão arriscada

De acordo com os promotores, Kerstin tinha pouca experiência em montanhismo e não estava preparada para uma escalada noturna naquele nível de risco. Thomas, mais experiente, teria insistido na subida mesmo diante das condições climáticas severas e do atraso de duas horas no início da trilha.

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A jovem usava botas macias de neve, inadequadas para o terreno. Ainda segundo a acusação, Thomas não colocou Kerstin em local protegido do vento e não utilizou itens básicos de emergência, como saco de dormir de bivouac ou manta térmica.

Oito horas até o resgate — tarde demais

Thomas afirma que deixou Kerstin por volta das 2h da manhã para buscar socorro. Porém, os socorristas só conseguiram chegar até ela às 10h — quando já estava sem vida.
No período, rajadas de vento de até 74 km/h fizeram a sensação térmica despencar de -8°C para -20°C.

A promotoria afirma que a morte só ocorreu devido a uma série de “decisões irresponsáveis” do namorado, que teria ignorado sinais claros de perigo e conduzido a namorada a uma situação fatal.

Falhas na comunicação e omissão de socorro

Segundo a investigação, o casal ficou preso na montanha às 20h50 da noite anterior. Mesmo assim, Thomas não fez nenhum chamado de emergência antes do anoitecer e não sinalizou para um helicóptero da polícia que sobrevoou a área às 22h50.

A Polícia Alpina fez diversas tentativas de contato com ele. A primeira comunicação só ocorreu às 00h35 — e, de acordo com a promotoria, o relato dele era confuso e contraditório. Depois disso, não houve novas tentativas de contato por parte do réu.

Namorado nega e fala em “fatalidade”

Thomas Plamberger afirma que a morte foi uma tragédia inevitável e que fez tudo o que pôde para salvar a namorada. A promotoria, porém, aponta que a tragédia foi fruto de negligência grave, insistência imprudente na subida e falhas decisivas no pedido de ajuda.

O caso segue em investigação e Thomas poderá responder por homicídio por negligência agravada.

FONTE/CRÉDITOS: Lucas Tadeu/ Bacci Notícias
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