O Zoológico de Ichikawa, no Japão, divulgou um comunicado nesta terça-feira (10 de março) a respeito de Punch, um filhote de macaco que, após ser rejeitado pela própria mãe logo ao nascer, encontrou-se isolado do seu grupo. A nota oficial surgiu em resposta à ampla repercussão de sua história e de suas imagens nas redes sociais.
A situação ganhou notoriedade quando visitantes registraram o jovem primata apegado a um macaco de pelúcia, que se tornou sua única companhia e fonte de conforto após a rejeição materna. Essas imagens comoventes, que mesclavam ternura e um certo pesar, rapidamente se espalharam, levando Punch a ser conhecido internacionalmente e gerando uma onda de preocupação.
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No mês anterior, o zoológico havia divulgado no X (antigo Twitter) que Punch "foi repreendido diversas vezes por outros macacos", e imagens do filhote sendo perseguido por membros do grupo circularam pela internet. Tal fato intensificou ainda mais as indagações e preocupações dirigidas à instituição.
A fim de refutar as acusações de que o filhote estaria sofrendo bullying, a instituição se manifestou, explicando: "Embora indivíduos dominantes possam, naturalmente, demonstrar ações disciplinares em relação aos seus subordinados, como é comum entre os macacos, esses comportamentos na sociedade dos primatas 'diferem dos abusos humanos'", esclareceu o zoológico.
"Punch se adaptou à vida neste grupo; portanto, separá-lo agora criaria o risco de que ele jamais pudesse ser reintegrado e teria que viver isolado pelo resto de sua vida", explicaram. A instituição finalizou, afirmando que "Punch passa a maior parte do dia em tranquilidade".