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Saúde

Anvisa aprova uso de novo medicamento para tratamento do lúpus no Brasil

A Agência recomendou o Gazyva para pacientes adultos com a condição em graus moderado a grave.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Anvisa aprova uso de novo medicamento para tratamento do lúpus no Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
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A Anvisa aprovou a indicação do medicamento Gazyva, conhecido cientificamente como obinutuzumabe, para o tratamento de pacientes adultos diagnosticados com lúpus ativo moderado a grave. A nova diretriz abrange pessoas que já fazem uso da terapia padrão e apresentam resultados positivos para autoanticorpos.

Em nota oficial, a agência reguladora explicou que o fármaco funciona como um anticorpo monoclonal humanizado. Sua principal função é promover a eliminação prolongada e em massa dos linfócitos B, células diretamente ligadas aos processos anormais que dão origem à enfermidade.

A condição é classificada como uma patologia autoimune crônica e grave. Ela se destaca pela produção desregulada de autoanticorpos que geram inflamações em vários sistemas e órgãos, atingindo com mais frequência a pele, as articulações, os rins, o sangue e o sistema nervoso central.

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“Os benefícios demonstrados da nova indicação incluem redução da atividade da doença, menor ocorrência de exacerbações e redução sustentada da exposição a corticosteroides”, pontuou o órgão.

O órgão também destacou que, mesmo com a existência de terapias convencionais e biológicas, muitos pacientes continuam em estágio ativo constante. Essas pessoas sofrem com crises recorrentes ou dependem de corticosteroides, remédios associados a efeitos colaterais severos a longo prazo.

Riscos e complicações da doença

O Ministério da Saúde alerta que a ausência de tratamento adequado pode gerar complicações severas e até fatais. Os danos costumam atingir diferentes áreas do corpo humano:

  • rins: a falência renal é uma das principais causas de morte nos primeiros cinco anos. Sintomas incluem irritação, coceira, dores no peito, falta de ar, náuseas, vômitos e edemas.
  • cérebro: o acometimento neurológico pode provocar dores de cabeça, confusão, tontura, alterações comportamentais, alucinações, AVC e convulsões.
  • vasos sanguíneos: o quadro pode desencadear anemia, maior risco de hemorragias e inflamações vasculares, como a vasculite.
  • pulmões: há risco de pleurisia, que é a inflamação dos tecidos que revestem o órgão e a caixa torácica, causando dor intensa ao respirar.
  • coração: o processo inflamatório pode atingir o músculo cardíaco e as artérias, elevando de forma significativa as chances de infarto.
FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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