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Após ser alvo de operação, jogador do Vasco é citado em mensagens com investigados no ES

Diálogos analisados pela Polícia Civil ajudam a explicar por que David Corrêa entrou no radar da investigação sobre grupo suspeito de tráfico de drogas e armas

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Após ser alvo de operação, jogador do Vasco é citado em mensagens com investigados no ES
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Após ser alvo de mandados de busca e apreensão na Operação “A Tropa”, o atacante David Corrêa, do Vasco, passou a ser citado em detalhes da investigação conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. Três diálogos encontrados pelos investigadores em um celular apreendido durante a apuração de tentativa de homicídio levantaram suspeitas sobre uma possível relação do jogador com pessoas investigadas.

Segundo o delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, as conversas foram identificadas a partir da análise do aparelho e do cruzamento de informações entre os envolvidos.

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Foto: Reprodução/ @davidcorrea
Atacante do Vasco, David CorrêaFoto: Reprodução/ @davidcorrea
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Atacante do Vasco, David CorrêaFoto: Reprodução/ @davidcorrea
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Atacante do Vasco, David CorrêaFoto: Reprodução/ @davidcorrea
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Mensagens mencionam vítima de ataque

Uma das conversas destacadas pela Polícia Civil envolve Júnior e David. Conforme explicou o delegado, Júnior teria repassado ao jogador informações sobre uma vítima de tentativa de homicídio, incluindo a motivação atribuída ao ataque e detalhes sobre o estado de saúde da pessoa atingida.

No primeiro diálogo, o Júnior presta informações da vítima para o investigado (David), falando o motivo pelo qual a vítima teria sofrido o ataque e também dando informações sobre o estado de saúde da vítima. Eis que o investigado no diálogo diz: “mereceu tomar uns tiros mesmo”.

Em outra conversa analisada pelos investigadores, Júnior teria enviado a David uma fotografia de uma pistola. Segundo a Polícia Civil, o jogador respondeu à imagem com a mensagem: “tem que matar um para ver de qual é”.

Os dois diálogos passaram a integrar o conjunto de informações usado pelos investigadores para tentar estabelecer as conexões entre as pessoas que aparecem na apuração.

Negociação de carro também aparece

A terceira conversa citada pelo delegado envolve a negociação de um Fiat Argo. Segundo Sandi Mori, Juan teria pedido a Júnior que fizesse uma intermediação com David para conseguir dinheiro emprestado e trocar o veículo.

Ainda conforme a investigação, o carro seria o mesmo utilizado em uma tentativa de homicídio. O automóvel estaria “queimado”, expressão atribuída aos envolvidos para indicar que o veículo teria ficado comprometido depois de ser utilizado no crime.

A partir desse material, os investigadores passaram a cruzar os diálogos com outras informações obtidas durante a apuração para identificar possíveis vínculos entre os envolvidos.

Polícia levanta hipótese sobre tráfico

O conteúdo das mensagens também contribuiu para que a Polícia Civil levantasse a hipótese de uma possível relação de David com o financiamento do tráfico de drogas no bairro Serra Dourada 3.

“Esses fatos chamaram a nossa atenção para um possível financiamento do tráfico de drogas do bairro Serra Dourada 3 pelo investigado”, afirmou Sandi Mori.

A declaração do delegado se refere a uma hipótese investigativa. O conteúdo das mensagens, por si só, não representa uma conclusão sobre eventual participação do jogador nos crimes investigados.

Jogador nega envolvimento

David prestou depoimento após ser alvo da operação. Segundo informações divulgadas depois da ação, o atacante admitiu conhecer pessoas relacionadas à investigação, mas negou qualquer envolvimento com o tráfico de drogas ou armas.

O empresário André Cury também afirmou que David não possui qualquer ligação com o crime organizado. A investigação tramita sob segredo de Justiça. Até o momento, David permanece na condição de investigado e foi alvo de mandado de busca e apreensão, sem ordem de prisão contra o jogador.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Silva
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