Durante a principal cerimônia religiosa da padroeira do brasil nesta segunda-feira (12), na Catedral Basílica de Aparecida (SP), o arcebispo metropolitano Dom Mário Antônio da Silva defendeu o desarmamento. Ele também cobrou atenção urgente para a fome e a pobreza que afetam a população.
O sermão da missa solene, realizada às 9h, contou com a presença de importantes autoridades políticas, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Quem escuta Deus não pode ficar indiferente diante da fome, da pobreza, da violência, da solidão”, declarou o arcebispo. Ele reforçou que a sociedade não deve ignorar famílias feridas, jovens sem esperança, idosos abandonados e a degradação ambiental.
Apelo pelo desarmamento
Em outro momento da homilia, o líder religioso pediu uma paz desarmada. Segundo ele, o evangelho não autoriza o ódio contra quem pensa diferente ou a eliminação de opositores.
Questionado sobre supostas discussões políticas em torno do título da santa, Dom Mário minimizou os temores. Ele destacou que a proclamação oficial ocorreu em 1931 e possui forte raiz na história nacional.
Fé e devoção dos romeiros
A data festiva atraiu multidões ao santuário no interior paulista. A administração estimou que cerca de 150 mil pessoas passariam pelo local ao longo do dia, após receberem meio milhão de visitantes durante a novena.
Fiéis enfrentaram longas jornadas para prestar homenagens. O romeiro Anderson Roberto Mendes da Costa, de 47 anos, caminhou 172 quilômetros desde São Paulo. Já Rosemeire Alves Araújo Vieira, de 59 anos, veio de Minas Gerais em busca de bênçãos para o país durante o período eleitoral.