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Economia

Brasil supera a marca histórica de um bilhão de chaves Pix cadastradas

Dados do Banco Central revelam que as opções aleatórias lideram a preferência dos usuários, garantindo maior privacidade nas transações diárias.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Brasil supera a marca histórica de um bilhão de chaves Pix cadastradas
© Bruno Peres/Agência Brasil
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O Banco Central divulgou que o Brasil superou, no fim de setembro, a marca histórica de um bilhão de chaves Pix ativas no país. O crescimento expressivo reflete a consolidação do sistema de pagamentos instantâneos na rotina dos brasileiros, que buscam praticidade e segurança nas transações financeiras diárias.

De acordo com os dados oficiais da autoridade monetária, o total de registros alcançou 1,008 bilhão no dia 30 de setembro, superando os 998 milhões contabilizados em agosto. Esse avanço representa um incremento de cerca de 80 milhões de novos cadastros desde o encerramento de 2025, período em que o sistema registrava 920 milhões de chaves.

Contudo, o volume de chaves não equivale ao total de usuários únicos. Como cada cidadão ou empresa pode registrar múltiplos identificadores, o ecossistema conta atualmente com cerca de 170 milhões de clientes ativos. Essa proporção resulta em uma média aproximada de seis chaves registradas para cada usuário do sistema.

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A divisão por perfil revela que as pessoas físicas lideram amplamente a adoção do recurso, respondendo por 956,7 milhões de cadastros. Em contrapartida, as contas de pessoas jurídicas somam 51,2 milhões de chaves registradas no banco de dados do órgão regulador.

Preferência por privacidade e chaves aleatórias

As chaves aleatórias consolidaram-se como a escolha favorita do público, representando mais da metade de todos os registros ativos. Essa modalidade permite que o usuário receba transferências sem a necessidade de compartilhar dados sensíveis, como o número de telefone, e-mail ou o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

O detalhamento estatístico aponta que as chaves aleatórias lideram com 526,8 milhões de registros (52,3%). Na sequência, aparecem os números de celulares, com 166,3 milhões (16,5%), seguidos de perto pelo uso do CPF, com 153,9 milhões (15,4%), e pelos endereços de e-mail, que somam 144,6 milhões (14,3%).

Regras de funcionamento e limites de cadastro

As chaves funcionam como apelidos facilitadores para direcionar os recursos à conta bancária correta. Pelas regras vigentes, pessoas físicas podem vincular até cinco chaves por conta corrente ou de pagamento, enquanto as empresas possuem um limite de até 20 cadastros por conta. Vale destacar que cada chave só pode ser associada a uma única conta por vez.

O crescimento da base de dados acompanha a alta histórica na utilização do serviço. Somente em setembro, o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI) do Banco Central processou 7,1 bilhões de transações financeiras. Essa movimentação expressiva alcançou a cifra de R$ 3,2 trilhões em recursos transferidos no período.

Para mitigar riscos de fraudes, o Banco Central mantém o foco no aprimoramento da segurança digital. Em novembro de 2025, a instituição já avaliava a implementação de novas barreiras operacionais, incluindo ferramentas para bloquear a criação de chaves não autorizadas, reforçando a proteção dos usuários contra golpes no ambiente virtual.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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