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Saúde

Câncer de mama em homens é diagnosticado geralmente em estágios avançados

Especialistas alertam que desconhecimento sobre a doença e falta de sintomas óbvios atrasam a busca por atendimento médico especializado.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Câncer de mama em homens é diagnosticado geralmente em estágios avançados
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O câncer de mama é uma condição que também atinge o público masculino e, frequentemente, o diagnóstico ocorre em fases mais avançadas. Dados da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), divulgados durante o Outubro Rosa, reforçam a necessidade de conscientização sobre a incidência da doença em homens.

Um levantamento baseado nos Registros Hospitalares de Câncer (RHC) do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontou que, entre 2020 e 2023, foram registrados 2.126 casos da enfermidade em homens. Embora representem uma parcela pequena do total, a gravidade dos quadros detectados acende um alerta médico.

O presidente da SBRT, Wilson José de Almeida Jr., destaca que a população precisa compreender que a doença pode acometer homens e ser letal em estágios avançados. A falta de informação é apontada como a principal barreira para o diagnóstico precoce.

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Desafios no diagnóstico

A metástase apresenta-se com maior frequência entre o público masculino. Conforme os dados do Inca, cerca de 62% dos homens analisados estavam nos estágios III ou IV no momento da descoberta. A proporção de casos no estágio IV, quando há metástase, foi de 29,95% entre homens, superando a taxa feminina de 26,42%.

A rádio-oncologista Denise Ferreira explica que, devido à pequena quantidade de tecido mamário masculino, o tumor pode atingir músculos e pele rapidamente. Sinais como caroços, secreções mamilares ou alterações na pele do peito exigem investigação médica imediata.

Tratamento e sobrevida

Apesar do diagnóstico tardio, o tratamento é viável e eficaz. A cirurgia costuma ser a base da terapia, podendo ser combinada com quimioterapia, radioterapia ou bloqueio hormonal. Quando detectado precocemente, a taxa de sobrevida relativa em cinco anos pode ultrapassar 95%.

Para mulheres, as diretrizes seguem o rastreamento por mamografia a partir dos 40 anos. No entanto, o cirurgião oncológico Juliano Rodrigues Cunha ressalta que qualquer alteração persistente nas mamas deve ser investigada, independentemente da idade, reforçando a importância da atenção constante à saúde.

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil
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