Neste domingo, cerca de 158,7 milhões de eleitores aptos vão às urnas em todo o país para participar das eleições brasileiras. A votação, que ocorre das 8h às 17h (horário de Brasília), definirá os novos ocupantes dos cargos de presidente, governadores, senadores e deputados, moldando os rumos políticos e econômicos da nação.
As decisões tomadas nas urnas terão impacto direto no cotidiano dos brasileiros. Os representantes eleitos guiarão políticas públicas essenciais em setores críticos, como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, transporte e economia nos próximos anos.
Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos para os cargos de presidente e governador, um segundo turno já está agendado para o dia 25 de outubro.
Cargos em disputa no pleito
Neste pleito, o eleitorado terá o dever de escolher até seis representantes na urna eletrônica. Estão em disputa as vagas para presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governor, dois senadores por estado, além de deputados federais e estaduais (ou distritais, no Distrito Federal).
Ordem de votação na urna eletrônica
Para evitar erros e agilizar o processo, a Justiça Eleitoral estabeleceu uma sequência específica de votação na cabine:
- deputado federal (quatro dígitos);
- deputado estadual ou distrital (cinco dígitos);
- primeiro senador (três dígitos);
- segundo senador (três dígitos);
- governador (dois dígitos);
- presidente da República (dois dígitos).
Como cada estado renovará duas vagas no Senado Federal nesta eleição, o cidadão precisará indicar obrigatoriamente dois candidatos diferentes para a função legislativa.
Recomendações para o dia da votação
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orienta que os cidadãos verifiquem com antecedência o seu local de votação. Essa consulta pode ser feita de forma rápida por meio do aplicativo e-Título, que também serve como documento digital.
Outra dica fundamental é levar uma "cola" em papel com os números dos candidatos anotados. Vale lembrar que é proibido portar celular ou qualquer aparelho fotográfico dentro da cabine de votação.
Antes de confirmar a escolha, o eleitor deve conferir a foto, o nome e o partido do candidato na tela. Se houver algum equívoco, basta apertar o botão "Corrige" para reiniciar o preenchimento.
Perfil histórico do eleitorado brasileiro
Este pleito registra o maior contingente de votantes da história do país. Desse total de eleitores aptos, cerca de 141,3 milhões (89,01%) já utilizam a identificação por biometria cadastrada junto aos cartórios eleitorais.
O engajamento jovem também se destaca: o TSE aponta a presença de mais de 605 mil cidadãos de 16 anos e cerca de 1 milhão de 17 anos, idades em que o alistamento e o voto são facultativos.
Recorde de candidaturas registradas
A disputa conta com aproximadamente 21 mil pedidos de registro de candidatura. O maior volume de concorrentes concentra-se nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, somando cerca de 11,7 mil nomes.
Para a Câmara dos Deputados, em Brasília, a Justiça Eleitoral contabilizou 7.803 candidatos que buscam uma das 513 cadeiras disponíveis na federação.
A importância histórica do voto livre
A universalização do voto é uma conquista recente na história do Brasil. No passado, restrições censitárias, de gênero e de alfabetização excluíram a maior parte da população do processo de escolha de seus governantes.
Durante o período da ditadura militar, os direitos políticos foram severamente limitados. A plena democracia só foi restabelecida com a promulgação da Constituição Federal de 1988, que consolidou o sufrágio universal.
De acordo com o TSE, o voto representa a expressão máxima da cidadania, garantindo que a sociedade civil exerça o controle democrático e defina ativamente os rumos da administração pública.