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Política

ONU aponta falta de isenção da Meta nas eleições brasileiras

Relatório internacional levanta preocupações sobre restrições de expressão no Instagram, Facebook e WhatsApp.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
ONU aponta falta de isenção da Meta nas eleições brasileiras
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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Especialistas das Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta alertando sobre restrições à liberdade de expressão em plataformas digitais durante as eleições brasileiras. O documento menciona ferramentas como Instagram, Facebook e WhatsApp, pertencentes à empresa Meta.

Segundo o grupo de observadores internacionais, houve evidências de tratamento desigual na entrega de conteúdos de campanha. Relatos indicam que contas associadas a uma das candidaturas sofreram prejuízos significativos no alcance e no engajamento.

Entre as ocorrências destacadas estão quedas temporárias de perfis políticos. Além disso, criadores de conteúdo, jornalistas e influenciadores relataram bloqueios em massa concentrados majoritariamente em um único espectro político.

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Apontamentos do NetLab

Um estudo do NetLab também questiona a remoção de páginas oficiais sob a justificativa de combate a notícias falsas. O laboratório, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aponta que a Meta mantém perfis com conteúdos problemáticos ativos.

A pesquisa ainda aponta falhas sistêmicas que teriam viabilizado a circulação e a comercialização de propaganda eleitoral paga no exterior durante o período de restrição eleitoral.

Controvérsia no WhatsApp

Recentemente, a equipe jurídica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A medida ocorreu após relatos de que a inteligência artificial do WhatsApp restringia a geração de imagens com termos específicos ligados à campanha, enquanto permitia comandos associados a outros políticos.

Posicionamento oficial

Em nota oficial, a Meta declarou que assegura a liberdade de expressão em seus serviços sem viés político. A companhia afirmou que eventuais falhas técnicas decorrem da escala de sua operação e que atua com rapidez na correção de erros.

Sobre as críticas do NetLab, a empresa reiterou que remove conteúdos que violam suas diretrizes de autenticidade e uso de programas públicos.

FONTE/CRÉDITOS: Iara Balduino - Repórter da Agência Brasil
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