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Política

Padilha aciona a Justiça após PF desmentir fake news contra Lula

Notificação exige direito de resposta, enquanto juristas pedem perícia em áudio por suspeita de adulteração digital às vésperas do segundo turno.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Padilha aciona a Justiça após PF desmentir fake news contra Lula
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, representado pela Advocacia-Geral da União (AGU), notificou a revista Veja cobrando direito de resposta após a veiculação de uma fake news contra Lula. A medida judicial foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) desmentiu categoricamente qualquer depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro citando o presidente sobre repasses financeiros a um documentário.

Desmentido da Polícia Federal e da defesa

Em nota oficial, a corporação informou que Daniel Vorcaro jamais prestou depoimento com o teor veiculado pela publicação nem entregou documentos relacionados ao assunto. A notificação extrajudicial reforça que as alegações são falsas e juridicamente nulas, amparando-se em manifestações da Procuradoria-Geral da União e da própria defesa do empresário.

O advogado de Vorcaro, Daniel Bialski, declarou à Agência Brasil não ter conhecimento do suposto financiamento. Ele esclareceu que não ocorreram novas oitivas perante a PF ou outros órgãos e destacou que nunca teve acesso a elementos que comprovassem o teor publicado.

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Suspeita de adulteração por inteligência artificial

Diante do episódio ocorrido a poucos dias do segundo turno, o grupo de juristas Prerrogativas solicitou que a Polícia Federal realize uma perícia em uma gravação divulgada pela revista. Há suspeitas de que o material audiofônico tenha sido manipulado por meio de edições ou sintetização de voz por inteligência artificial para interferir no processo eleitoral.

De acordo com os juristas, o áudio carece de informações cruciais sobre data, local e circunstâncias da gravação. O coletivo ressaltou que, se a fraude for confirmada, os envolvidos deverão responder por fraude processual e crimes eleitorais devido à disseminação deliberada de desinformação.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm - Repórter da Agência Brasil
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