O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, representado pela Advocacia-Geral da União (AGU), notificou a revista Veja cobrando direito de resposta após a veiculação de uma fake news contra Lula. A medida judicial foi tomada depois que a Polícia Federal (PF) desmentiu categoricamente qualquer depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro citando o presidente sobre repasses financeiros a um documentário.
Desmentido da Polícia Federal e da defesa
Em nota oficial, a corporação informou que Daniel Vorcaro jamais prestou depoimento com o teor veiculado pela publicação nem entregou documentos relacionados ao assunto. A notificação extrajudicial reforça que as alegações são falsas e juridicamente nulas, amparando-se em manifestações da Procuradoria-Geral da União e da própria defesa do empresário.
O advogado de Vorcaro, Daniel Bialski, declarou à Agência Brasil não ter conhecimento do suposto financiamento. Ele esclareceu que não ocorreram novas oitivas perante a PF ou outros órgãos e destacou que nunca teve acesso a elementos que comprovassem o teor publicado.
Suspeita de adulteração por inteligência artificial
Diante do episódio ocorrido a poucos dias do segundo turno, o grupo de juristas Prerrogativas solicitou que a Polícia Federal realize uma perícia em uma gravação divulgada pela revista. Há suspeitas de que o material audiofônico tenha sido manipulado por meio de edições ou sintetização de voz por inteligência artificial para interferir no processo eleitoral.
De acordo com os juristas, o áudio carece de informações cruciais sobre data, local e circunstâncias da gravação. O coletivo ressaltou que, se a fraude for confirmada, os envolvidos deverão responder por fraude processual e crimes eleitorais devido à disseminação deliberada de desinformação.