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Política

Perfil conservador no Congresso Nacional deve mudar a agenda legislativa

Especialista aponta que segurança, custo de vida e valores foram os temas centrais nas campanhas recentes.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Perfil conservador no Congresso Nacional deve mudar a agenda legislativa
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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Nas eleições, o crescimento da participação de partidos com perfil conservador no Congresso Nacional e no governo dos estados foi interpretado como uma resposta do eleitorado sobre pautas do dia a dia. A avaliação é do economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jeferson Ramos dos Santos.

Ele explica que as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, que se consolidaram como pautas dominantes nas regiões onde foram eleitos senadores, deputados estaduais, federais e governadores.

Os temas foram bastante relevantes e representam um recado claro do eleitorado, segundo destacou o especialista ouvido pelo jornalismo da Rádio Nacional.

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Críticas ao STF

Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF) pesou menos na hora do voto, ficando mais de lado nas disputas eleitorais.

Embora tenha sido uma temática relevante na mídia, o STF não vai às urnas, o que resultou em um impacto eleitoral direto menor, disse o analista.

Apesar disso, o STF deve ser alvo das discussões legislativas no Senado Federal, com a nova configuração de maioria conservadora, conforme avalia Jeferson.

Fim da escala 6x1

No Brasil, a pauta trabalhista mais discutida neste ano é o fim da escala 6x1, com votação prevista para a semana, conforme confirmado pelo presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Porém, com a alteração expressiva na composição da Câmara e do Senado, o professor Jeferson Ramos dos Santos acredita que o ritmo de votação e o perfil das propostas tendem a mudar.

O quadro político mudou sensivelmente e, diante de incertezas, é comum que as casas legislativas posterguem decisões até que os blocos e lideranças parlamentares se posicionem.

Disputa presidencial

De acordo com resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) disputam o segundo turno da vaga presidencial.

O professor universitário percebe que o cenário permanece aberto e competitivo para o dia 25 de outubro, data em que os eleitores decidem o comando do país entre 2027 e 2030.

Agendas legislativas

O resultado final da disputa presidencial pode ter impacto direto na agenda da nova legislatura da Câmara e do Senado Federal a partir de 1º de fevereiro de 2027, prevê o especialista.

A agenda, caso mais voltada à direita, pode caminhar menos para temas trabalhistas e focar em valores e segurança pública, estima o professor Jeferson Ramos dos Santos.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil*
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