A novela das investigações envolvendo Jair Bolsonaro ganhou um novo capítulo — e não, o “pen drive do apocalipse” não trouxe a bomba que muita gente esperava. A Polícia Federal encontrou poucos elementos relevantes no dispositivo apreendido na casa do ex-presidente. Agora, o foco mudou: a bola da vez é o celular de Bolsonaro.
Sim, aquele celular que estava ali, quietinho, mas que agora pode ser a chave para desvendar segredos que o pen drive não entregou.
Neste artigo, vamos bater um papo sobre o que foi encontrado, por que o celular virou prioridade e o que pode acontecer nos próximos dias.
O que tinha (ou não tinha) no pen drive?
Vamos ser diretos: quase nada.
Segundo fontes da investigação, o conteúdo do pen drive continha arquivos públicos e irrelevantes. Nada de vídeos secretos, planilhas explosivas ou mensagens comprometedoras. E isso frustrou bastante as expectativas.
A própria PF classificou os elementos encontrados como “pouco relevantes para o inquérito”, o que fez com que o foco mudasse completamente para outro dispositivo muito mais promissor: o celular pessoal de Jair Bolsonaro.
Por que o celular virou o novo alvo da PF?
Se tem um lugar onde todo mundo guarda a vida hoje em dia, é no celular, certo?
E com Bolsonaro não seria diferente. O celular dele está recheado de possibilidades:
-
Mensagens de WhatsApp com figuras do alto escalão;
-
Grupos de Telegram sobre articulações políticas;
-
Registros de chamadas;
-
Agenda com compromissos e contatos estratégicos;
-
E claro, eventuais prints, áudios e fotos que podem comprovar envolvimento em ações investigadas.
O que a PF quer encontrar nesse celular?
A investigação conduzida pela PF tenta desvendar eventuais articulações ilegais envolvendo:
-
Disseminação de fake news sobre as eleições;
-
Tentativas de desacreditar o sistema eleitoral;
-
Possível articulação com militares ou aliados para golpe de Estado;
-
E mais recentemente, tráfico de influência e uso indevido de canais institucionais para fins políticos.
E é aí que entra o celular: ele pode ter evidências materiais (mensagens, prints, áudios, vídeos, contatos) que liguem Bolsonaro a esses eventos.
Linha do tempo até aqui
18/07 – PF faz busca e apreensão na casa de Bolsonaro e leva o pen drive e o celular
19/07 – Peritos fazem varredura no pen drive
20/07 – Fontes apontam que pen drive não contém elementos relevantes
21/07 – PF anuncia foco total no celular e aguarda laudo pericial completo
A posição de Bolsonaro: "Nada a esconder"
Como já era de se esperar, Bolsonaro se manifestou:
“Não há nada a esconder. Meu celular é um instrumento pessoal. A verdade vai aparecer”, disse ele em entrevista informal à imprensa na entrada de um clube militar.
Aliados do ex-presidente também classificam a operação da PF como “perseguição política”, repetindo a retórica já adotada em outras investigações anteriores.
Alexandre de Moraes segue no controle
O ministro Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos no STF, autorizou a perícia no celular de Bolsonaro, inclusive com acesso completo a aplicativos de mensagens, fotos e backups.
Segundo o despacho de Moraes, o acesso deve incluir:
-
WhatsApp e Telegram;
-
Google Drive e iCloud (caso estejam conectados);
-
Galeria de fotos e vídeos;
-
Notas e e-mails.
Como a perícia vai funcionar?
A perícia do celular será feita em três etapas principais:
-
Espelhamento completo do aparelho;
-
Rastreamento de dados deletados ou ocultos;
-
Classificação dos conteúdos relevantes para a investigação.
Essa análise pode levar de 7 a 15 dias, dependendo do volume de dados e da criptografia do dispositivo.
E se encontrarem algo?
Caso apareçam mensagens, áudios ou provas que impliquem Bolsonaro em atos ilegais, os cenários possíveis incluem:
-
Nova convocação para depor;
-
Indiciamento formal;
-
Ou até a abertura de nova frente de investigação.
Claro, tudo dependerá do cruzamento com outras provas, depoimentos e documentos já disponíveis no inquérito.
Perguntas que as pessoas fazem
O que a PF encontrou no pen drive de Bolsonaro?
Apenas documentos públicos e sem valor probatório para os inquéritos em andamento.
O que pode ser encontrado no celular de Bolsonaro?
Mensagens, fotos, vídeos, áudios e arquivos que indiquem envolvimento em ações ilegais.
Quem autorizou a perícia no celular de Bolsonaro?
O ministro do STF, Alexandre de Moraes.
Qual o risco para Bolsonaro com essa investigação?
Se forem encontrados indícios concretos, ele pode ser indiciado ou processado por crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Conclusão: o pen drive decepcionou, mas o celular pode surpreender
Essa virada de foco da PF mostra que as investigações contra Bolsonaro ainda têm muito fôlego. O pen drive não trouxe nada demais, mas o celular pode ser a chave para destravar novas revelações — e, quem sabe, até mesmo determinar o destino político do ex-presidente.
Por enquanto, é aguardar os laudos e as próximas movimentações do STF.
Se você curte estar sempre por dentro, siga o @oopinanews no Instagram e ative as notificações.
E aí? Você acha que vai estourar alguma bomba com esse celular?
Comenta aí: “Vai estourar” ou “Não vai dar em nada”!