A Polícia Civil do Distrito Federal trouxe à tona, na manhã desta quarta-feira (21), novos dados sobre o técnico de enfermagem suspeito de ter causado a morte de três pacientes em uma unidade hospitalar da capital. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, é apontado por ter continuado suas atividades em outra Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após a consumação dos delitos.
A investigação também concentra esforços na análise de telefones celulares de outros técnicos de enfermagem, que poderiam esclarecer a motivação por trás das mortes no hospital do Distrito Federal.
Contudo, logo após a repercussão pública do caso das mortes no início de janeiro, o profissional de enfermagem foi desligado deste novo hospital. Tal demissão ocorreu durante a fase de apuração interna do Hospital Anchieta, antecedendo o início da operação policial.
Compreenda o caso
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, juntamente com as técnicas de enfermagem Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, e Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, são investigados pela morte de pacientes em um hospital particular do Distrito Federal, em um período compreendido entre 17 de novembro e 1º de dezembro.
Conforme as apurações, Marcos Vinícius é considerado o principal executor dos crimes. A polícia investiga se ele teria administrado medicamentos em doses excessivas com o intuito de provocar o óbito das vítimas. Em um dos episódios, ao não obter o resultado desejado, ele teria injetado desinfetante diretamente na corrente sanguínea de um dos pacientes.
Os três indivíduos foram detidos em 11 de janeiro, após as denúncias serem formalizadas junto à Polícia Civil do Distrito Federal. Eles deverão ser indiciados por homicídio doloso qualificado por meio insidioso, uma vez que as vítimas, em estado de vulnerabilidade e acamadas, não tinham conhecimento de que estavam recebendo substâncias potencialmente letais e não possuíam meios de defesa.
A penalidade para este tipo de delito pode variar de 12 a 30 anos de reclusão. Marcos Vinícius responderá pelos três homicídios, enquanto Marcela e Amanda enfrentarão acusações por coautoria em dois dos casos, visto que não estavam presentes em uma das ocorrências.
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