O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo (11) a proibição de anúncios pagos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a escala 6x1. A decisão atendeu a um pedido da equipe de Flávio Bolsonaro, que acusou a propaganda no Facebook de promover desinformação e propaganda negativa vedada pela legislação.
A peça suspensa afirmava que o adversário atuava fortemente no Senado contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, marcou a votação do texto em primeiro turno para a próxima quarta-feira (14).
Em sua defesa, Flávio argumenta defender uma alternativa baseada em acordos diretos para flexibilizar a carga horária. Contudo, Mendonça ressaltou que o anúncio patrocinado buscou desqualificar o político ao classificá-lo como "desumano" e sugerir que ele tentava afastar mães de seus filhos.
Diante das infrações, o TSE notificou a Meta para remover o conteúdo do ar e barrou novos impulsos sobre o tema pela chapa petista. Informações dos autos indicam gastos de pelo menos R$ 25,8 mil no impulsionamento das postagens vetadas.
Outras decisões da Corte Eleitoral
No mesmo dia, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, também barrou um vídeo televisivo da campanha de Lula. A inserção citava o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e acusações contra Alfredo Gaspar, vice na chapa do PL.
Além disso, Nunes Marques chegou a suspender o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, que reunia cerca de 3,4 milhões de inscritos. A medida, no entanto, foi posteriormente revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Vilas Bôas Cuêva.