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Justiça

Decisão do TSE manda Lula e Janja apagarem vídeos contra Flávio Bolsonaro

Ministros Nunes Marques e André Mendonça consideraram que as alegações de cortes em programas sociais não possuem base na realidade.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Decisão do TSE manda Lula e Janja apagarem vídeos contra Flávio Bolsonaro
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Uma decisão do TSE determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja retirem de suas redes sociais vídeos com acusações contra o senador Flávio Bolsonaro. Os ministros Nunes Marques e André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, ordenaram a remoção das mídias após constatarem que as alegações de cortes em programas sociais não possuem respaldo na realidade.

O ministro Nunes Marques estipulou o prazo de 24 horas para a exclusão de uma gravação publicada nos perfis de Janja. O material afirmava que Flávio Bolsonaro pretendia acabar com o programa Farmácia Popular e instituir uma jornada de trabalho semanal de sete dias.

Por sua vez, André Mendonça concedeu apenas três horas para a retirada de uma propaganda da campanha de Lula. A peça publicitária sugeria perdas para o eleitor caso o senador vencesse o pleito, apontando supostos cortes bilionários no orçamento público.

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A postagem de Lula mencionava uma redução de R$ 200 bilhões que afetaria diretamente projetos como o Pé-de-Meia, Minha Casa, Minha Vida e a merenda escolar. O vídeo também alegava que não haveria reajuste do salário mínimo acima da inflação para trabalhadores e aposentados.

Limites da liberdade de expressão

Embora os magistrados tenham reconhecido o direito à livre manifestação e à crítica política, ambos destacaram que as acusações específicas sobre o fim de benefícios assistenciais carecem de comprovação. Segundo Mendonça, a propaganda eleitoral não pode atribuir propostas falsas a adversários.

O ministro ressaltou ainda que o plano de governo apresentado por Flávio Bolsonaro prevê explicitamente a continuidade das políticas de assistência social. Por se tratarem de decisões monocráticas, as determinações de remoção ainda serão analisadas pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil
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