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Direitos Humanos

El Niño forte ameaça expor crianças a graves riscos climáticos

Boletim oficial aponta 90% de chance de fenômeno extremo atingir o país ainda neste trimestre, impactando saúde, educação e nutrição infantil.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
El Niño forte ameaça expor crianças a graves riscos climáticos
© Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil
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Um alerta urgente divulgado pelo Unicef revela que o fenômeno El Niño pode agravar severamente os riscos climáticos para mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no Brasil. O relatório, publicado em setembro, aponta que seis em cada dez jovens brasileiros já vivem vulneráveis a desastres ambientais, enfrentando ameaças diretas à saúde e ao desenvolvimento.

Desse total, cerca de 16 milhões de menores convivem com múltiplos fatores de vulnerabilidade. O histórico recente do país demonstra a gravidade do cenário. Em 2024, as enchentes históricas no Rio Grande do Sul e a seca extrema na Amazônia interromperam as aulas de mais de 1,1 milhão de estudantes, evidenciando o impacto imediato na educação.

O impacto do El Niño de forte intensidade

O El Niño, caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico equatorial, deve atingir uma intensidade muito forte entre setembro e novembro. Órgãos oficiais estimam mais de 90% de probabilidade para esse extremo climático. O fenômeno tende a reduzir as chuvas no Norte e Nordeste, enquanto eleva as precipitações na região Sul.

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Com as mudanças climáticas aceleradas pela ação humana, os efeitos desse ciclo natural tornam-se cada vez mais severos. Temperaturas acima da média em quase todo o território nacional também devem favorecer o aumento de queimadas, especialmente nas regiões Centro e Norte do país, comprometendo a qualidade do ar.

A necessidade de preparação antecipada

Para Danilo Moura, especialista em Clima e Meio Ambiente do Unicef no Brasil, a prioridade deve ser mitigar os impactos sociais antes que os desastres aconteçam. O especialista destaca que secas prolongadas comprometem o acesso à água potável, enquanto enchentes interrompem serviços essenciais de saúde, como campanhas de vacinação infantil.

O Unicef ressalta que a fisiologia em desenvolvimento torna as crianças mais vulneráveis à desidratação, calor extremo e fumaça de incêndios. A organização defende que o Brasil precisa estruturar redes de proteção social e preparar os serviços públicos de saúde e educação para garantir a resiliência das comunidades diante de eventos extremos.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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