A disputa pelo espaço na televisão da sala de estar está ganhando novos contornos. Durante muito tempo, a concorrência entre fabricantes ficou concentrada na qualidade da imagem, no tamanho das telas e nos recursos tecnológicos dos aparelhos. Agora, a experiência de navegação e a facilidade para encontrar conteúdos também passaram a ter importância estratégica.
A Roku, por exemplo, reformulou sua interface no Brasil, apostando em recomendações personalizadas com inteligência artificial e atalhos para facilitar o acesso aos serviços. A plataforma também amplia sua oferta de canais gratuitos, reforçando uma tendência que vem ganhando força no mercado de entretenimento doméstico.
É uma transformação que merece atenção das emissoras e dos produtores de conteúdo. Não basta mais produzir bons programas e conseguir espaço nas plataformas. É preciso também estar bem posicionado nas telas iniciais, nas recomendações e nos mecanismos de busca desses dispositivos. A disputa pela atenção do espectador começa antes mesmo de ele escolher o que vai assistir.