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Saúde

Anvisa proíbe caneta emagrecedora importada ilegalmente do Paraguai

A agência barrou o comércio do produto T36 e de outros remédios sem registro nacional vendidos de forma clandestina, determinando a apreensão imediata.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Anvisa proíbe caneta emagrecedora importada ilegalmente do Paraguai
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Na última quarta-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, importação e uso da caneta emagrecedora T36 no Brasil. A medida, publicada no Diário Oficial da União, foi motivada pela total ausência de registro sanitário e de testes que comprovem a segurança e a eficácia do produto no país.

O medicamento T36 pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, substâncias amplamente procuradas para a perda de peso. De origem paraguaia, o produto vinha sendo distribuído ilegalmente em território nacional, o que acendeu o alerta das autoridades sanitárias brasileiras para os riscos à saúde pública.

Bloqueio de vendas online

A decisão amplia o cerco contra o comércio ilegal de emagrecedores. No início do mês, a Anvisa já havia suspendido as atividades do site gopharma.shop. O portal comercializava ilegalmente fórmulas sem registro, incluindo compostos à base de tirzepatida e da promissora retatrutida, que ainda não possui aprovação em nenhum país do mundo.

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Entre os itens confiscados por determinação da agência reguladora estão marcas como T.G. 15 mg, Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg. Esses produtos já tinham a entrada proibida no Brasil, e agora todas as unidades encontradas em circulação devem ser imediatamente apreendidas pelas autoridades competentes.

A Anvisa ressaltou que o comércio de medicamentos pela internet é restrito a farmácias e drogarias devidamente autorizadas. Canais digitais não oficiais e sites genéricos não possuem permissão legal para vender qualquer tipo de remédio, independentemente de sua finalidade ou indicação terapêutica.

A aquisição de produtos terapêuticos fora do circuito oficial traz graves riscos à saúde. Sem o controle de qualidade das farmácias regularizadas, o consumidor fica exposto a substâncias de procedência duvidosa, sem garantias de armazenamento adequado ou eficácia real, o que pode agravar quadros clínicos preexistentes.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
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