A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência manifestaram preocupação com a possibilidade de interferência nas eleições brasileiras, apontando riscos de pressões externas por parte dos Estados Unidos.
O temor principal das organizações reside na chance de que atores estrangeiros comprometam a soberania nacional.
As instituições enfatizam que a escolha dos governantes pertence exclusivamente ao povo brasileiro.
Nenhum governo ou poder econômico deve tentar condicionar essa decisão por meio de manipulações informacionais ou tecnológicas.
Relatórios recentes da inteligência nacional já haviam indicado a probabilidade de pressões internacionais durante o pleito.
Diante desse cenário, pesquisadores e acadêmicos exigem uma mobilização firme das instituições da República.
O objetivo é assegurar um ambiente público pautado na confiabilidade das informações e no respeito às leis.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também abordou o tema recentemente na Organização das Nações Unidas.
Ele criticou investidas neocoloniais e defendeu a autodeterminação dos países em desenvolvimento na América Latina.
As votações estão agendadas para o próximo dia 4 de outubro, abrangendo cargos legislativos e executivos.