Um influenciadora, identificada como Mariam Cissé, foi sequestrada e executada por membros do grupo terrorista Jihadistas, após ser considerada uma espiã pelos extremistas. O caso ocorreu na última sexta-feira (7), em Mali, na África Ocidental.
A jovem de pouco mais de 20 anos era conhecida por seus vídeos virais no TikTok, e somava mais de 90 mil seguidores na rede sociai, onde compartilhava conteúdos sobre sua cidade natal, Tonka.
Em alguns deles, ela mostrava apoio ao Exército malinês, vestida com uniforme militar e prestando continência, fato que despertou a desconfiança nos jihadistas, militantes de grupos extremistas que usam uma ideia de “guerra santa” para justificar atos de violência.
A influenciadora foi sequestrada em 6 de novembro em um mercado de Tonka. De acordo com familiares, no dia seguinte, ela foi levada até uma praça da cidade e assassinada a tiros.
“Os terroristas a viram filmando. Pensaram que ela os estava espionando“, disse o tio de Mariam, que assistiu à morte da sobrinha.
“Na hora da execução, eles a levaram em duas motocicletas. Eram quatro homens. Vendaram seus olhos. Depois, atiraram nela à queima-roupa. Ela foi atingida por quatro balas“, testemunhou ele.
A execução da jovem provocou indignação no país, governado por uma junta militar, que enfrenta uma profunda crise de segurança e atravessa uma crise econômica desde há 13 anos.
Desde setembro, membros do Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, vêm implementando uma estratégia para estrangular a economia do Mali, impondo bloqueios a diversas cidades e a caminhões de combustível, o que tem gerado medo na população.
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