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Segunda-feira, 07 de Setembro 2026
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Daniela Mercury celebra estreia na Mangueira e revela que samba “incomodou algumas pessoas”

O samba de número 8, defendido por Daniela, foi escolhido como vencedor da disputa na madrugada deste domingo (6/9)

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Daniela Mercury celebra estreia na Mangueira e revela que samba “incomodou algumas pessoas”
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Daniela Mercury já está em clima de Carnaval carioca. Estreante na Estação Primeira de Mangueira, a cantora baiana falou sobre a possibilidade de levar o samba “Oyá Tetê” para a Marquês de Sapucaí e afirmou que seria uma honra defender a composição na avenida. Em entrevista à repórter Monique Arruda, do portal LeoDias, durante a final da escolha do samba-enredo da escola, a artista também destacou a mensagem de enfrentamento à violência contra a mulher presente na obra.

O samba de número 8, defendido por Daniela, foi escolhido como vencedor da disputa na madrugada deste domingo (6/9), após uma noite de festa no Palácio do Samba, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A composição é assinada por Lequinho, Júnior Fionda, Gabriel Machado, Guilherme Sá, Rodrigo Bandolim e Orlando Ambrósio.

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Foto: Reprodução/Instagram @celiasantosfotos/@deividmaldonado
Cantora baiana está entre os concorrentes ao samba-enredo da MangueiraFoto: Reprodução/Instagram @celiasantosfotos/@deividmaldonado
Foto: LeoDias
Daniela MercuryFoto: LeoDias
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Daniela MercuryFoto: LeoDias
Foto: LeoDias
Daniela MercuryFoto: LeoDias
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Vivendo pela primeira vez a experiência de participar da Mangueira, Daniela não escondeu a emoção com o momento e ressaltou a conexão entre a escola e suas raízes baianas.

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“Estreando aqui na Mangueira, na Estação Primeira, nesse ano tão bonito, 99 anos, né? Tô muito emocionada de vir aqui pra final. Já ensaiamos hoje, tô na energia, né? Juntando o axé da Bahia, os blocos afro com a Mangueira. Nossa Estação Primeira, onde o Rio é mais baiano, não é?”, declarou a cantora.

A cantora também revelou que percebeu a força que o samba vem ganhando e contou que a música já despertava o interesse de pessoas durante sua passagem pela Europa. Segundo Daniela, ela chegou a ser incentivada a cantar trechos da composição para os admiradores que torciam pelo samba.

“Eu estou acompanhando, vendo a loucura. E estou vendo que a quadra está lotada, não cabe mais ninguém. Eu acabei de ver. Então, estou sentindo que ela está fazendo sucesso no mundo todo. Inclusive, eu estava na turma europeia e as pessoas pediam para eu cantar já. Eu tinha que toda hora cantar um trechinho porque a turma estava torcendo pelo Samba 8. Vamos ver se hoje a gente leva e leva também a Mangueira para ser campeã porque ela merece sempre”, contou a artista ao chegar ao evento.

Com a vitória de “Oyá Tetê”, aumenta também a expectativa sobre a presença de Daniela no desfile oficial. Questionada por Monique Arruda, repórter do portal LeoDias, se existe a possibilidade de ela ser a voz do samba na Sapucaí, a artista preferiu não antecipar a decisão, mas deixou clara a vontade de participar. “Aí eu não sei, depende de hoje aí, né? Vamos ver.”

Ao ser questionada se gostaria de cantar na avenida, Daniela foi direta: “Sim, com certeza, seria uma honra”.

Daniela defende trecho contra violência

Além da expectativa em torno do Carnaval, Daniela chamou atenção para uma das mensagens mais contundentes do samba: o trecho “Nenhum Macho Me Bate”. A cantora defendeu a escolha da frase e afirmou que a composição provoca uma reflexão importante sobre a violência contra as mulheres.

Segundo Daniela, o trecho chegou a incomodar algumas pessoas, mas ela concorda com os compositores e acredita que a mensagem deve ser reforçada nas quadras das escolas de samba.

“Eu acho que é muito pertinente. Inclusive, incomodou algumas pessoas, e os meninos que fizeram disseram que estavam certíssimos. Está para nascer quem manda nela. Nenhum macho levanta a mão para mim. São gritos de afirmação do nosso direito de viver em paz, do direito da gente exuberar, que eu estava dizendo quanto é importante nas quadras das escolas de samba que se repita isso todos os dias. Quem sabe a gente diminua a violência. Porque aqui, o que se fala na Mangueira, é lei”, finalizou.

FONTE/CRÉDITOS: Karol Gomes
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