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Quinta-feira, 02 de Julho 2026
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Economia

Durigan alerta para o risco de revisão do acordo político na reforma tributária

O ministro da Fazenda destaca o imposto seletivo e a transição do ICMS entre os principais desafios da implementação da nova tributação.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Durigan alerta para o risco de revisão do acordo político na reforma tributária
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Nesta quinta-feira (2), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sublinhou que o principal desafio para a efetivação da reforma tributária no Brasil reside na possibilidade de a oposição buscar rever o acordo político já estabelecido. Segundo Durigan, essa decisão política foi a etapa mais complexa de ser alcançada até o momento, e sua revisitação representaria um risco significativo para o processo, figurando entre os maiores desafios para a implementação da nova legislação.

Durante sua participação na nova edição do projeto Caminhos do Brasil, evento promovido por O Globo, Valor Econômico e Rádio CBN no Rio de Janeiro, o ministro alertou sobre a complexidade do processo legislativo. "Aprovar uma emenda constitucional e dois projetos de lei complementar é um processo delicado", afirmou.

Ele complementou: "O grande risco é a intenção de revisitar o que já foi acordado, o que considero um erro. O primeiro e mais relevante risco é, sem dúvida, o político".

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O Imposto Seletivo e a transição

Durigan também apontou a entrada em vigor do imposto seletivo já no próximo ano como outro ponto de atenção. Este novo tributo federal, concebido pela reforma tributária, tem como objetivo desestimular o consumo de produtos e serviços considerados nocivos à saúde ou ao meio ambiente, substituindo o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Para a implementação desse novo imposto, o ministro confirmou que o governo encaminhará um projeto de lei específico ao Congresso Nacional, visando detalhar sua aplicação e funcionamento.

A transição para o fim do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), um tributo de competência estadual, representa outro dos grandes desafios mencionados pelo ministro. Ele ressaltou a natureza demorada desse processo, agravada pela intensa "guerra fiscal" existente entre os estados brasileiros.

Importante destacar que o ICMS será substituído pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que terá sua administração compartilhada entre estados e municípios, exigindo uma coordenação federativa complexa.

Além disso, Durigan enfatizou o desafio tecnológico de estabelecer um sistema tributário coeso e eficiente, que integre harmoniosamente estados e municípios. A complexidade do conflito federativo e a persistência da guerra fiscal demandam um esforço para simplificar o arcabouço atual, visando um modelo "mais simples do que é hoje".

FONTE/CRÉDITOS: Ana Cristina Campos - Repórter da Agência Brasil
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