Em uma abordagem fora do comum para sua idade, o atacante da Seleção Brasileira, Endrick, de 19 anos, tem dedicado tempo extra para estudar a rica história do futebol europeu. Desde sua chegada ao continente, o jogador tem aprofundado seu conhecimento sobre clubes, cidades, estádios e figuras icônicas que moldaram a identidade do esporte, buscando uma compreensão mais profunda da cultura em que está inserido.
Em entrevista exclusiva à revista Quem, concedida antes de se apresentar à Seleção para a Copa do Mundo, Endrick compartilhou como sua curiosidade se transformou em um hábito constante em sua jornada internacional.
O jovem atleta explicou que aproveita os momentos de viagem e descanso para pesquisar. "Eu estudo as coisas como posso. A história dos clubes, das cidades deles, dos grandes jogadores, dos estádios. Aproveito as viagens, assisto a vídeos, leio algumas coisas", declarou.
Essa imersão histórica, segundo Endrick, vai além das estatísticas atuais e se estende à relação entre os torcedores, suas cidades, os ídolos locais e as tradições culturais. Ele acredita que entender o passado das instituições e a paixão dos fãs é fundamental para sua adaptação e desempenho.
"Hoje não é difícil aprender um pouco sobre os lugares, sobre as pessoas. Isso é importante no futebol. Saber para onde a gente vai. Do que eles gostam. Quem se saiu bem lá", destacou o atacante.
Atualmente emprestado pelo Real Madrid ao Lyon até 2026, Endrick tem se destacado não só em campo, mas também por sua admiração por lendas do passado. Uma declaração sobre sua admiração por Bobby Charlton, por exemplo, gerou o apelido "Bobby" entre seus colegas de equipe no Real Madrid, evidenciando seu fascínio por diferentes eras do futebol.
Endrick reforçou que seu interesse pela história sempre foi parte de sua formação. "Eu gosto muito de história", afirmou, explicando como essa característica contribui para sua compreensão do esporte e dos ambientes em que joga.
Essa faceta menos conhecida de uma das maiores promessas do futebol brasileiro revela um atleta que, ao contrário de muitos de sua geração focados apenas no presente, busca se conectar com a essência e o legado do esporte, enriquecendo sua experiência a cada novo desafio.