Com o objetivo de impulsionar a saída dos pacotes de hospitalidade para o Mundial, a FIFA implementou táticas inéditas para tornar os assentos de luxo mais atrativos. Atualmente, restando pouco tempo para o torneio, 102 dos 104 confrontos ainda possuem entradas na categoria VIP. Conforme reportado pelo The Guardian, a escassez de vagas nesse setor atinge apenas dois jogos: a estreia mexicana contra a Coreia do Sul e um duelo eliminatório que deve contar com a Espanha.
Diante desse cenário, a organização e a parceira On Location recalcularam as projeções financeiras para o setor premium. Uma das principais novidades é o lançamento do "suite essentials", que disponibiliza assentos individuais em camarotes anteriormente vendidos apenas para grupos fechados. Quem optar por essa versão terá direito a acesso exclusivo, poltrona marcada, lanches rápidos, bebidas sem álcool e uma lembrança oficial do evento.
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Os preços para partidas com menor apelo, a exemplo de Colômbia contra República Democrática do Congo, partem de US$ 650 (aproximadamente R$ 3.200). Por outro lado, bilhetes convencionais podem chegar a custar US$ 2.500 (cerca de R$ 12.400) quando atrelados a benefícios específicos e experiências diferenciadas.
A FIFA utiliza um sistema de valores flexíveis que oscilam conforme a procura. Tais variações são determinadas por diretores da entidade e podem ocorrer até o início da competição. Adicionalmente, uma ferramenta oficial para revenda de ingressos funcionará para garantir a movimentação do mercado até o apito inicial.
Embora a federação afirme que o volume total de vendas supera as metas, as cifras cobradas geram controvérsia. A associação Football Supporters Europe descreveu a política de preços como abusiva e uma ofensa aos fãs de futebol, chegando a acionar a Comissão Europeia formalmente.
Em defesa da estratégia, o mandatário da FIFA, Gianni Infantino, argumentou que os custos são um reflexo direto da necessidade do mercado e da realidade econômica das sedes na América do Norte.