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Quinta-feira, 28 de Maio 2026
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Fifty5Blue: medição de audiência exige investimento das emissoras

A empresa, antiga Ibope, enfrenta críticas pela dificuldade em fornecer dados em tempo real, essenciais na atualidade do consumo de mídia.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Fifty5Blue: medição de audiência exige investimento das emissoras
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A recente confusão na TV aberta durante a convocação da seleção brasileira evidenciou um problema persistente e cada vez mais relevante: a incapacidade da Fifty5Blue, anteriormente conhecida como Ibope, de oferecer ao mercado uma medição de audiência que acompanhe a realidade atual do consumo de mídia.

A questão transcende a mera discrepância entre prévias e consolidados, abordando a dificuldade em apresentar um panorama preciso e em tempo real do comportamento do público, que sofreu transformações significativas.

Mais de seis anos após o início da pandemia, período em que plataformas de streaming, YouTube, canais FAST e transmissões simultâneas consolidaram sua audiência e faturamento, o mercado ainda carece de uma ferramenta eficaz para medir instantaneamente o consumo de conteúdo em todas as suas formas e locais.

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Embora exista um projeto em andamento para solucionar essa carência, sua viabilização depende do aporte financeiro das próprias emissoras. Essa exigência de investimento adicional, considerando os altos custos já pagos pelo serviço, gera estranhamento, comparável a vender um carro a álcool e pedir ao comprador que também cultive a cana para seu abastecimento.

O cenário se agrava quando a aferição passa a depender exclusivamente do áudio em simulcast. Para a próxima Copa do Mundo, por exemplo, a NSports transmitirá o mesmo sinal do SBT, o que resultará em emissoras e plataformas operando com informações limitadas, sem total confiança nos dados em tempo real e sem clareza sobre a concentração da audiência.

Essa limitação impacta diretamente as decisões comerciais, as estratégias criativas e o posicionamento da programação.

É fundamental destacar que, apesar das frequentes discussões sobre a necessidade de investimentos na TV aberta, raramente se aborda a precariedade do modelo de medição de audiência no Brasil e suas limitações técnicas.

Essas limitações se intensificam diariamente, e o setor carece de profissionais dispostos a questionar seriamente o sistema vigente.

No que tange à oferta de um serviço aprimorado para a aferição dos resultados das emissoras, talvez seja necessário que comissões como a ABAP Redes contem com mais especialistas em medição de audiência, em vez de se limitarem a reuniões protocolares.

É preciso reconhecer o trabalho desenvolvido pelo SBT News. Mesmo sendo um canal relativamente novo, tem demonstrado qualidade, organização e uma linha jornalística competitiva tanto na TV paga quanto no ambiente digital.

A presença de nomes experientes como Celso Freitas e Boris Casoy no SBT News reforça a credibilidade da emissora e sugere uma equipe de bastidores competente, resultando em uma programação de alto nível.

A escolha de Virgínia Fonseca como enviada especial do “Domingão” para a Copa do Mundo, considerando o contexto geral, gera tanto o barulho esperado quanto uma enorme expectativa.

No entanto, é relevante entender o escopo de sua participação.

Em linhas gerais, a proposta é que Virgínia, como uma influenciadora renomada nos Estados Unidos, acompanhe a Copa, aproveitando sua liberdade para interagir com amigos e desfrutar do evento, mesmo após o término de um relacionamento com um jogador da seleção brasileira.

Essencialmente, Virgínia cobrirá os jogos — com foco no Brasil —, fará compras, frequentará restaurantes badalados e compartilhará eventuais perrengues, como faria qualquer influenciadora. A diferença é que milhões de pessoas, além de seus seguidores nas redes sociais, assistirão a tudo pela televisão.

A Aratu (SBT na Bahia) e a Record têm protagonizado confrontos acirrados em seus programas de almoço, com o “Alô Juca” e o “Balanço Geral” trocando ataques de baixa calão.

A troca incessante de ofensas, insultos e difamações prejudica a experiência do telespectador, que não tem relação com essas disputas.

Entre a criação de tarjas com duplos sentidos e difamações de diversas naturezas, observa-se uma lamentável falta de decoro. É preciso que as redes de televisão intervenham para restabelecer um mínimo de decência.

Há um ano, o silêncio sobre a reformulação de “Carga Pesada” na Globo, com Thalita Carauta e Fabiula Nascimento nos papéis principais, é notável. Não há atualizações, previsões ou informações concretas sobre o andamento do projeto, deixando em aberto seu status.

Ontem, o filme brasileiro “Deixe-me Viver”, roteirizado e estrelado por Mônica Carvalho, com participação de Fernanda Arraes e Humberto Martins, foi exibido no Marché du Film, em Cannes.

Um dos casos mais notórios da ufologia brasileira, a “Noite dos OVNIs”, será o destaque do final de temporada do “Esquadrão UFO”, no canal History, neste sábado, às 19h45.

No domingo, após o “Fantástico”, a Globo exibirá os melhores momentos da 9ª edição do “Prêmio Sim à Igualdade Racial”.

A Record Rio realizará, no dia 24, mais uma edição do “Bora de Bike”, desta vez em Niterói, como parte das ações do Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização para a redução de acidentes de trânsito.

A Netflix anunciou para 5 de agosto a estreia da segunda temporada de “Cem Anos de Solidão”, adaptação do aclamado romance de Gabriel García Márquez.

O programa “Pra vencer tem que lutar”, apresentado por Rodrigo Minotauro e Thiago Simpatia, estreia na próxima segunda-feira, às 18h30, no BandSports.

A estreia de “E.T.”, com Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck, no Multishow, demonstrou uma rara sintonia entre os apresentadores.

É notável a velocidade de raciocínio, o improviso e o timing cômico de ambos, que criam uma dinâmica natural e envolvente.

Caetano Veloso e Alexandre Pires serão algumas das atrações do próximo “Altas Horas”, com Serginho Groisman, neste sábado, na Globo.

O desempenho inicial de “Quem Ama Cuida” é preocupante, mas a novela está em seus primeiros capítulos. A história de Walcyr Carrasco é forte e ainda não teve tempo suficiente para se desenvolver plenamente.

É preciso ter paciência e aguardar o desenrolar da trama, evitando julgamentos precipitados.

FONTE/CRÉDITOS: Flávio Ricco
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