A Petrobras anunciou que o campo de Tupi, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu o marco histórico de 4 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Essa é a primeira vez na história da estatal que um único ativo alcança um volume tão expressivo de extração na costa do Rio de Janeiro.
A métrica boe representa a conversão somada dos volumes de petróleo e gás para a equivalência em barris. Formado pelos reservatórios de Tupi e Cernambi, o polo foi o pioneiro a entrar em operação comercial na camada pré-sal, ainda no ano de 2010.
Atualmente, o ativo responde por cerca de 36% de toda a produção da Petrobras, tendo superado a marca diária de 1 milhão de barris em diversas ocasiões. Segundo a diretora de Exploração e Produção da companhia, Sylvia Anjos, as operações na região inauguraram uma nova era para o setor petrolífero global.
A gestão do empreendimento é liderada pela Petrobras em parceria com as multinacionais Shell e Petrogal, além da estatal Pré-Sal Petróleo (PPSA), responsável pela gestão dos contratos de partilha com a União.
Estrutura e dimensões do ativo
Distante 250 quilômetros do litoral fluminense, o campo possui uma lâmina d'água de 2 mil metros e profundidade total de 7 mil metros. A extensão da jazida abrange 1,6 mil km², área comparável ao território da cidade de São Paulo.
A infraestrutura de extração conta com nove plataformas ativas: P-66, P-67, P-69 e as unidades Cidade de Itaguaí, Cidade de Angra dos Reis, Cidade de Maricá, Cidade de Paraty, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema.
Domínio do pré-sal na produção nacional
O conjunto do pré-sal no litoral do Sudeste consolida-se como a principal região produtora do país. Cerca de 82 em cada 100 barris extraídos pela Petrobras vêm dessa área, que abriga 28 das 57 unidades produtoras operadas pela empresa.