A International Football Association Board (IFAB), órgão que define as normas do futebol, anunciou nesta terça-feira (28/04) a implementação da chamada 'Lei Vini Jr.', uma nova diretriz elaborada para reprimir episódios de discriminação no esporte. A decisão, tomada em Vancouver, no Canadá, também estabeleceu sanções para atletas que contestarem a arbitragem de forma inadequada.
A nova regra foi inspirada pelo incidente de racismo vivenciado por Vini Jr. durante uma partida contra o Benfica pela UEFA Champions League em fevereiro. Na ocasião, Gianluca Prestianni, jogador argentino do Benfica, cobriu a boca ao proferir ofensas contra o jogador brasileiro, que o acusou de injúria racial.
Diante da ausência de provas concretas do que foi dito, Prestianni recebeu apenas um cartão amarelo e permaneceu em campo. Embora a UEFA tenha aplicado uma suspensão preventiva e uma pena de seis jogos meses depois, a falta de regulamentação específica para coibir tais condutas permitiu que o atleta argentino continuasse jogando após a acusação de racismo.
Com a nova normativa da IFAB, jogadores que cobrirem a boca durante discussões em campo estarão sujeitos à expulsão com cartão vermelho.
Regra contra 'abandono' de campo
Outra novidade introduzida pela IFAB nesta terça-feira (28/04) é a aplicação de cartões vermelhos para jogadores que deixarem o gramado como forma de protesto contra a arbitragem. Essa medida foi motivada pela partida entre Marrocos e Senegal, na final da Copa Africana de Nações.
Naquele confronto, jogadores da seleção senegalesa reagiram com indignação após a marcação de um pênalti nos momentos finais da decisão. A equipe chegou a se retirar do campo, atrasando o reinício do jogo. Após um período no vestiário, os jogadores retornaram, e Marrocos desperdiçou o pênalti decisivo.
Na prorrogação, Senegal marcou um gol e conquistou o título africano. Semanas depois, a Confederação Africana de Futebol (CAF) puniu Senegal por 'desistência de jogo' (W.O.) e concedeu o título a Marrocos. Essa decisão gerou controvérsia e está sob recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS), na Suíça.
De acordo com a nova regra, jogadores e membros da comissão técnica que abandonarem o campo em protesto serão automaticamente expulsos e impedidos de retornar à partida.
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