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Quarta-feira, 22 de Abril 2026
Economia

Imposto sobre blusinhas evitou perda de 135 mil empregos, aponta CNI

Entidade empresarial afirma que a taxação bloqueou a entrada de bilhões em mercadorias estrangeiras e aumentou a arrecadação do governo.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Imposto sobre blusinhas evitou perda de 135 mil empregos, aponta CNI
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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Apesar de gerar controvérsia, a cobrança de imposto sobre importações de baixo valor, apelidada de “taxa das blusinhas”, trouxe benefícios para o Brasil. Uma análise divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (22) indicou resultados positivos.

Conforme a entidade, a iniciativa contribuiu para a diminuição das importações, salvaguardou mais de 100 mil postos de trabalho e impulsionou a atividade econômica nacional. A entrada de bilhões em mercadorias do exterior foi restringida, ao mesmo tempo em que a arrecadação tributária para os cofres públicos foi fortalecida, segundo a CNI.

A CNI realizou um cálculo dos impactos do Imposto de Importação, utilizando como base o valor médio das remessas em 2025. A metodologia comparou o volume de importações previsto pela confederação para o ano passado com os dados efetivamente registrados.

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Números-chave do estudo

  • Evitou R$ 4,5 bilhões em importações;
  • Preservou 135,8 mil empregos no território nacional;
  • Gerou R$ 19,7 bilhões em circulação na economia brasileira;
  • Registrou uma redução de 10,9% no volume de encomendas internacionais entre 2024 e 2025;
  • Observou um decréscimo de 23,4% nas remessas no primeiro semestre de 2025 em comparação com o mesmo período de 2024, antes da implementação da taxa;
  • Atingiu uma arrecadação de R$ 1,4 bilhão com o imposto em 2024 e R$ 3,5 bilhões em 2025.

A CNI ressalta que a tributação diminuiu a concorrência desleal provocada por produtos importados, especialmente da China, oferecendo um respiro para a indústria brasileira.

“O objetivo central da ‘taxa das blusinhas’ não é onerar o consumidor, mas sim proteger a economia. Aumentar a competitividade da indústria nacional é fundamental para que possamos manter empregos e gerar renda”, declarou em nota Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.

“Não somos contrários às importações. Elas são bem-vindas e aumentam a competitividade, mas é essencial que ocorram em condições de igualdade”, complementou.

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Como a taxa funciona

A medida estabelece uma alíquota de 20% de Imposto de Importação para compras internacionais com valor até US$ 50. Essa norma passou a valer em agosto de 2024, como parte do programa Remessa Conforme, que visa regular o comércio eletrônico internacional.

Na prática, o imposto é recolhido no exato momento da compra, o que simplifica a fiscalização e minimiza ocorrências de fraude.

Impacto nas importações

Com a nova regulamentação, o volume de encomendas apresentou uma queda:

  • Em 2024, o Brasil recebeu 179,1 milhões de remessas;
  • Em 2025, esse número diminuiu para 159,6 milhões.

Sem a taxação, a indústria estimava que o total de pacotes ultrapassaria 205 milhões, evidenciando o efeito direto da medida na redução das compras internacionais.

Anteriormente à alteração, mercadorias importadas de baixo valor frequentemente ingressavam no país sem o pagamento de todos os tributos devidos, enquanto produtos nacionais eram taxados integralmente.

Segundo a CNI, essa situação criava uma competição injusta. A nova regra promove um maior equilíbrio entre os produtos nacionais e os estrangeiros.

Combate a irregularidades

A CNI acrescenta que a “taxa das blusinhas” também desencorajou práticas como subvalorização de bens, divisão de pedidos em várias remessas e o uso indevido de isenções, que eram comuns antes da taxação.

Com o sistema atualizado, as plataformas de comércio eletrônico internacionais são obrigadas a declarar e recolher os impostos no ato da venda, o que aumenta o controle e reduz as irregularidades.

Efeitos na economia

Além de frear as importações, a medida resultou em um aumento na arrecadação federal referente a importações de pequeno valor, que subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

Para o setor industrial, a CNI destaca que o benefício principal é a proteção da produção local, com a consequente manutenção de empregos e a geração de renda no país.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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