Um poderoso tremor de terra, com magnitude 7,5, abalou a costa nordeste do Japão na madrugada desta segunda-feira (20/4), desencadeando um alerta imediato de tsunami. A força do sismo gerou apreensão até mesmo em moradores de Tóquio, localizadas a centenas de quilômetros de distância, onde edifícios oscilaram significativamente.
Com o epicentro situado a uma profundidade de 10 km no Oceano Pacífico, as autoridades agiram prontamente, emitindo ordens de evacuação urgentes para as zonas litorâneas, incluindo cidades portuárias que ainda guardam as marcas do devastador desastre de 2011.
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Horas após o evento sísmico, a Agência Meteorológica local elevou o nível de alerta, prevendo o risco de um novo megaterremoto na mesma área durante a próxima semana. Apesar das chances estimadas em apenas 1%, o governo optou por uma abordagem cautelosa.
A primeira-ministra Sanae Takaichi formou rapidamente uma força-tarefa de emergência e fez um apelo à população das áreas afetadas para que se preparem com kits de sobrevivência e rotas de fuga seguras, sem a necessidade de paralisação completa das atividades. O porta-voz do governo, Minoru Kihara, assegurou à nação que, até o momento, não foram registrados óbitos ou danos estruturais de grande monta.
Os efeitos mais notórios foram observados no ambiente marinho e na infraestrutura logística: ondas de até 80 centímetros foram detectadas na província de Iwate, enquanto rodovias e linhas de trem-bala no norte da ilha de Honshu tiveram suas operações suspensas.