Após sua absolvição no inquérito de apostas esportivas em meados de 2025, o jogador Lucas Paquetá e sua esposa, Duda Fournier, detalharam o impacto do caso em suas vidas e a perda de uma iminente transferência para o Manchester City. A contratação do meio-campista, que estava avançada em 2024, foi suspensa quando as acusações vieram à tona, conforme revelado no documentário “Convocadas”.
Duda Fournier expressou a profundidade do sofrimento vivido pelo casal. “Ele perdeu a chance de ir para o time dos sonhos dele. O sonho dele era jogar no Manchester City. Isso mexeu muito com a cabeça dele”, afirmou ela, destacando que a dimensão da dor é incompreensível para quem não a vivenciou diretamente.
“As pessoas podem até ter noção do quanto foi ruim, mas eu e o Lucas sempre falamos que ninguém vai saber o que a gente passou. Ninguém nunca vai entender. Nem as pessoas mais próximas conseguem ter dimensão do que sentíamos todos os dias”, complementou Duda.
Lucas Paquetá também compartilhou o peso emocional da situação. “Era uma coisa que me afetava mais profissionalmente, mas que acabava afetando totalmente a nossa relação. Era difícil dar um sorriso, brincar com as crianças. Isso me matava. Esse momento machucou muito”, desabafou o atleta.
Relembre o caso
As acusações contra Lucas Paquetá surgiram por forçar cartões amarelos em partidas do West Ham, na Inglaterra, entre o final de 2022 e 2023. Um organismo internacional de monitoramento de apostas identificou um volume atípico de apostas em um cartão amarelo do jogador, com destaque para a Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro, sua terra natal e origem de seu apelido.
Os nomes de Bruno Tolentino, tio do meio-campista, e Matheus Paquetá, irmão do jogador, foram citados como beneficiários nos inquéritos da CPI das Manipulações Esportivas, realizada no Congresso Nacional em 2024.
No entanto, em junho de 2025, a Federação Inglesa de Futebol (FA) encerrou o inquérito, concluindo que não havia evidências suficientes para condenar o jogador, resultando em sua completa absolvição.