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Sábado, 02 de Maio 2026
Economia

Mercado eleva projeção da inflação para 4,71% em 2024

Estimativa consta no Boletim Focus, pesquisa do Banco Central com projeções de instituições financeiras.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Mercado eleva projeção da inflação para 4,71% em 2024
© Joédson Alves/Agência Brasil
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A expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial no Brasil, subiu de 4,36% para 4,71% neste ano.

A projeção atualizada foi divulgada no Boletim Focus desta segunda-feira (13). A pesquisa, publicada semanalmente pelo Banco Central (BC), compila as previsões das principais instituições financeiras para os indicadores econômicos.

Em decorrência das tensões geopolíticas no Oriente Médio, a projeção inflacionária para este ano foi aumentada pela quinta semana consecutiva, superando o teto da meta estabelecida pelo BC.

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A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, situando os limites entre 1,5% e 4,5%.

Em março, o aumento dos preços de transportes e alimentos resultou em uma inflação mensal de 0,88%, superior aos 0,7% registrados em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,14%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção de inflação avançou de 3,85% para 3,91%. As estimativas para 2028 e 2029 são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta para atingir a meta de inflação. Atualmente, a taxa está em 14,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Na reunião mais recente, o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

A Selic esteve em 15% ao ano, o patamar mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% anuais. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa foi elevada em sete ocasiões consecutivas, mas permaneceu inalterada nas quatro reuniões seguintes.

Após um longo período de estabilidade da taxa, indicava-se o início de um ciclo de cortes. No entanto, diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta a possibilidade de reavaliar o ciclo de redução, se necessário.

O próximo encontro do Copom para definir a taxa Selic ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Boletim Focus, a projeção dos analistas de mercado para a taxa básica de juros até o final de 2026 manteve-se em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de que a Selic seja reduzida para 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve atingir 9,75% anuais.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é frear a demanda aquecida, o que impacta os preços ao tornar o crédito mais caro e incentivar a poupança. Taxas mais altas também podem desacelerar o crescimento econômico.

Os bancos consideram outros fatores ao determinar os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, margem de lucro e custos administrativos. Quando a Taxa Selic é reduzida, o crédito tende a ficar mais acessível, estimulando a produção e o consumo, o que pode diminuir o controle sobre a inflação e impulsionar a atividade econômica.

PIB e câmbio

Na presente edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro projeta uma expansão do PIB de 2% em ambos os anos.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, segundo o IBGE. Com expansão em todos os setores, com destaque para o agronegócio, o resultado marca o quinto ano consecutivo de alta.

No Boletim Focus desta semana, a previsão para a cotação do dólar está em R$ 5,37 para o final deste ano. Para o fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana alcance R$ 5,40.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
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