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Na Copa dos protagonistas, foi o melhor futebol coletivo que saiu com o título

Espanha vai na contramão do que foi feito por outras seleções durante o Mundial

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Na Copa dos protagonistas, foi o melhor futebol coletivo que saiu com o título
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Se durante quase toda a edição de 2026, a Copa do Mundo foi vendida como a “Copa dos protagonistas”, a grande campeã, Espanha, se destaca não por conta de um jogador em específico, mas por um jogo coletivo que domina todos os seus adversários. É claro que muitos vão cair na armadilha de dizer que o título é de Rodri, eleito o “bola de ouro” da competição, ou Yamal como jovem estrela e atleta mais midiático, mas a verdade é que diferente dos rivais, a Espanha é uma orquestra sinfônica que só funciona com todos seus componentes, sem tirar nem por.

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Talvez não seja um título que comova, uma vez que os espanhóis, centrados, raramente deixam suas partidas se tornarem “emocionantes” como a Argentina. Também não é uma equipe que seja recheada de super estrelas como a França, ou que tenha uma faixa como “Wonderwall” para acompanhar a campanha como a Inglaterra. Mas de justiça não podemos reclamar, o título está em boas mãos, o melhor time, na melhor forma de definir a palavra, ganhou o título.

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Reprodução/FIFA World Cup
A partida foi marcada pelo domínio espanhol.Reprodução/FIFA World Cup
A Espanha é bicampeã do Mundo / Foto: Instagram @sefutbol
A Espanha é bicampeã do Mundo / Foto: Instagram @sefutbol
Reprodução/AFA
Bandeiras de Espanha e Argentina na cerimônia antes do início da partida.Reprodução/AFA
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Do “susto” na estreia com um empate contra Cabo Verde, onde surpreendeu negativamente, a Espanha dominou completamente seus adversários dali para a frente. Tendo piores e melhores jogos, mas sempre dominando. O gol saiu dos pés de Ferran Torres, mais um do time espanhol a ter uma copa “discreta”, sempre saindo do banco de reservas entregando números modestos: 1 gol e 1 assistência. No entanto, as duas em fases eliminatórias.

Na grande final, o domínio pode não ter se reproduzido no placar, mas nas estatísticas. 21 chutes a 3, sendo que as 3 finalizações argentinas, nenhuma no alvo, só aconteceram após o gol espanhol. E se engana quem acha que foi a expulsão de Enzo Fernández causou a mudança no roteiro do jogo. Muito pelo contrário, a Espanha só seguiu fazendo o que já vinha fazendo.

Assistir a Espanha jogar talvez seja até chato. Mas é uma aula de futebol, uma lição de que um projeto bem esclarecido de futebol rende frutos. Só neste ciclo a “La Roja” foi campeã da Liga das Nações (2022/23), Eurocopa (2024), olímpica (2024) e do Mundo (2026). O único título que não foi conquistado foi a da Liga das Nações da temporada 2024/25, perdida na grande decisão nos pênaltis.

E sabe o mais assustador? Esta Espanha é um time repleto de jovens como Yamal (19 anos), Pedri (23 anos), Cubarsí (19 anos) e uma série de outros jogadores que mesmo não sendo garotos podem jogar tranquilamente uma nova Copa do Mundo como Rodri, Dani Olmo e Cucurella.

Já a Argentina, por mais que a derrota doa, é inegável que os atletas deixaram o coração e os “huevos” em campo. O destino, no entanto, acabou sendo um pouco cruel com Lionel Messi, o maior jogador argentino de todos os tempos (me perdoe, Maradona), que começou a Copa arrebentando todos os recordes e deixa o mundial de “mãos vazias”, sem título e sem a marca de maior artilheiro de todos os tempos nas Copas (foi superado por Mbappé).

Mas Messi fez de sua (provável) última dança com a Seleção Argentina um tango interminável com os mais lindos acordes de Carlos Gardel. A inveja brasileira agora ganha contornos de alívio, mas não deixa de ser inveja.

FONTE/CRÉDITOS: João Victor
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