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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
Esportes

Negociação de Barboza com o Palmeiras pode não resultar em entrada de caixa para o Botafogo

Documentos revelam que receitas de vendas de atletas estão comprometidas com o pagamento de dívida junto ao fundo GDA Luma

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Negociação de Barboza com o Palmeiras pode não resultar em entrada de caixa para o Botafogo
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A transferência do zagueiro Alexander Barboza para o Palmeiras, que está prestes a ser oficializada, não deve injetar recursos diretamente nas contas do Botafogo. Segundo informações divulgadas pela ESPN, o contrato entre a SAF do clube e o fundo norte-americano GDA Luma prevê o redirecionamento dessas verbas.

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O acordo financeiro, estabelecido em fevereiro, garantiu um empréstimo de US$ 25 milhões e colocou as futuras vendas de jogadores como colateral. No texto contratual, a agremiação especifica que os valores gerados pela saída de atletas que integram ou integraram o time são considerados ativos para quitação do débito.

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O Botafogo iniciou o confronto escalado com Léo Linck; a linha defensiva contou com Ponte, Bastos e Barboza; o setor central teve Vitinho, Danilo, Newton e Alex Telles; enquanto o ataque foi formado por Barrera, Matheus Martins e Montoro.

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A partir dessa premissa, as cláusulas determinam que os pagamentos das transferências devem ser feitos exclusivamente na conta da credora. Tal medida faz com que as equipes compradoras transfiram o dinheiro diretamente para o fundo, sem que o montante passe pela gestão do Botafogo.

As normas estabelecidas possuem caráter prioritário, conforme indica o contrato, sobrepondo-se a qualquer outro tipo de instrução, acordo ou entendimento prévio sobre o fluxo de pagamentos.

O controle sobre o capital também é restrito, uma vez que o documento afirma que a SAF não detém o direito de gerir, utilizar ou usufruir desses créditos em qualquer circunstância, mantendo os valores fora do alcance da diretoria.

O contrato ainda reforça que esses montantes são de propriedade da entidade credora, o que descaracteriza as vendas como receita operacional direta para o clube de General Severiano.

Dessa forma, os cerca de US$ 4 milhões previstos pela venda de Barboza devem ser destinados à amortização da dívida, sem benefício imediato para a liquidez financeira da SAF.

Simultaneamente, o GDA Luma solicitou participação no processo de recuperação judicial do Botafogo como terceiro interessado. O objetivo é garantir o acompanhamento de medidas que possam interferir em seus direitos creditórios, como retenções de verbas ou alterações em garantias fiduciárias.

A questão jurídica segue em andamento e pode influenciar a hierarquia das obrigações financeiras da SAF. Com um crédito que ultrapassa R$ 124 milhões, o GDA Luma é hoje o principal credor financeiro do clube, superando dívidas com outros times, fornecedores e profissionais do esporte.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Silva

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