A Seleção Italiana tem explorado opções nos bastidores para definir seu futuro e Pep Guardiola foi incluído entre os nomes cogitados para assumir o comando técnico. De acordo com o jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o atual treinador do Manchester City estaria aberto a escutar uma oferta da federação.
O interesse surge em um momento de transição para o futebol italiano, marcado por mudanças estruturais e a recente ausência em uma Copa do Mundo. A saída de dirigentes e a falta de definição no comando técnico criaram um ambiente propício para a busca de um líder para um processo de reconstrução mais abrangente.
Cenário político e indefinições
A eleição do novo presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC) ainda está em andamento. Os candidatos serão anunciados oficialmente em 13 de maio, com a votação marcada para 22 de junho. Até o momento, Giovanni Malagò, com apoio dos clubes da Série A, e Giancarlo Abete, ligado às divisões inferiores, são os pré-candidatos. Mesmo antes da definição, a expectativa é que Guardiola possa ser contatado para discutir um projeto para a seleção.
Futuro aberto no Manchester City
Embora seu contrato com o Manchester City vá até junho de 2027, a permanência do treinador para a próxima temporada é vista com incerteza. Caso decida deixar o clube, seria a primeira vez que o espanhol não cumpriria integralmente um contrato profissional.
O técnico já expressou o desejo de, em algum momento de sua carreira, dirigir uma seleção nacional. Em declarações anteriores, ele mencionou interesse em participar de grandes torneios internacionais, como a Copa do Mundo ou a Eurocopa.
“Gostaria de ter a experiência de uma Copa do Mundo, uma Eurocopa, uma Copa América, qualquer coisa. Gostaria de vivenciar uma grande competição de seleções”, afirmou.
“Não sei quando, daqui a cinco, 10 ou 15 anos, mas gostaria de estar numa Copa do Mundo como técnico. Para trabalhar com uma seleção, eles precisam te querer e te contratar, assim como acontece com os clubes. Não sei qual vai me querer”, completou.
Ligação com o futebol italiano
Guardiola tem um histórico com o futebol da Itália. Como jogador, atuou por Roma e Brescia e fala o idioma fluentemente. O treinador também mantém boas relações com ex-jogadores da seleção, como Roberto Baggio e Luca Toni.
Obstáculos e cenário financeiro
Um dos maiores desafios para a contratação seria o aspecto financeiro. Segundo o jornal Marca, Guardiola tem um salário anual de aproximadamente 24,8 milhões de euros no Manchester City, um valor significativamente superior ao praticado na seleção italiana. Para comparação, Roberto Mancini recebia cerca de 3 milhões de euros líquidos por ano após a conquista da Eurocopa em 2021.
A federação está considerando alternativas para viabilizar a operação, incluindo a possibilidade de obter apoio de patrocinadores, um modelo que já foi utilizado no passado, como na contratação de Antonio Conte em 2014.
Projeto de reconstrução
Internamente, a Itália busca um nome que represente uma ruptura com os ciclos recentes. A avaliação é que Guardiola se encaixa no perfil desejado para liderar uma reformulação ampla, tanto dentro quanto fora de campo.
A possibilidade é considerada complexa, mas membros ligados à federação defendem que a tentativa seja feita. “Se houver realmente o desejo de recomeçar, eu partiria da possibilidade de ter Pep Guardiola. Tê-lo significaria uma virada radical em relação a tudo que foi feito no passado. Acho muito difícil, mas sonhar neste momento não custa nada”, declarou Leonardo Bonucci, ex-jogador e membro da comissão técnica da FIGC.
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