O Palmeiras emitiu um comunicado oficial nesta segunda-feira (1º de junho) para refutar as críticas que surgiram após sua vitória de 1 a 0 contra a Chapecoense, válida pelo Campeonato Brasileiro. Utilizando os áudios e imagens do VAR que foram disponibilizados pela CBF, o clube buscou defender as decisões tomadas durante a partida e combater o que denominou como 'falsas narrativas' formadas após o resultado no Allianz Parque.
A principal controvérsia girou em torno de um lance nos minutos finais, quando a Chapecoense marcou um gol com Ítalo, que chegou a empatar o jogo, mas foi invalidado. Conforme a análise apresentada pelo Palmeiras, tanto o árbitro de campo quanto a equipe de vídeo constataram uma infração cometida contra Murilo antes da conclusão da jogada.
Análise dos lances VAR
“Os vídeos dos lances revisados pelo VAR no jogo entre Palmeiras e Chapecoense, divulgados pela CBF, são esclarecedores e desconstroem as falsas narrativas surgidas após mais uma vitória alviverde. Na jogada do gol anulado, tanto o árbitro de campo quanto o árbitro de vídeo concordam que o zagueiro Murilo, do Palmeiras, foi empurrado pelas costas; somente se discute se a infração cometida pelo atleta da Chapecoense interfere ou não na disputa de bola”, explicou o clube em nota oficial.
O Verdão também levantou questionamentos sobre a marcação de um pênalti a favor da equipe catarinense nos momentos derradeiros da partida. Na cobrança, Bolasie acertou o travessão, desperdiçando a chance de empatar. O Palmeiras argumentou que a própria comunicação do VAR indicou a ausência de imagens conclusivas para justificar a revisão.
“Já no lance do pênalti para a equipe catarinense, o VAR afirma não haver ‘uma imagem que comprove que a falta foi dentro da área’. Ora, se não há imagem conclusiva, por que foi recomendada a revisão?”, indagou o Palmeiras, evidenciando a inconsistência percebida.
O comunicado expandiu a discussão para outros lances recentes que envolveram a arbitragem. O clube fez um paralelo entre o pênalti marcado contra a Chapecoense e uma jogada com o atacante Sosa no clássico contra o Corinthians, alegando que a falta de uniformidade nos critérios tem impactado negativamente sua campanha no campeonato.
“Cabe lembrar que a penalidade foi quase idêntica àquela sofrida pelo atacante Sosa no último Derby, em infração sonegada pelo VAR que poderia ter nos rendido mais 2 pontos”, ressaltou o texto, comparando situações distintas.
Outro ponto abordado foi a expulsão do jogador Allan durante o confronto contra a Chapecoense. O Palmeiras citou uma decisão do mesmo árbitro em um jogo anterior contra o Athletico-PR para sustentar que situações parecidas foram tratadas com punições diferentes.
“A esta falta de critério, soma-se a expulsão de ontem de Allan pelo mesmo árbitro que, no jogo entre Palmeiras e Athletico-PR, em lance similar envolvendo o lateral palestrino Arthur, exibiu somente um amarelo ao adversário”, escreveu o clube, apontando a disparidade.
Em sua conclusão, o Palmeiras mencionou outro episódio envolvendo o Remo e reiterou que decisões recentes da arbitragem influenciaram diretamente sua trajetória na competição. Em seguida, direcionou uma mensagem à torcida, criticando conteúdos produzidos por parte da imprensa e influenciadores digitais.
“Por fim, sugerimos à Família Palmeiras que não se deixe enganar por narrativas falsas, criadas por influenciadores e pseudojornalistas que se utilizam de desequilíbrio e insinuações em busca de audiência e engajamento. Erros acontecem a favor e contra todos os times”, declarou o clube.
O comunicado foi encerrado com um apelo direto aos torcedores: “Não consuma conteúdos de quem quer o mal do Palmeiras. Segue o líder!”. Com a vitória, o clube manteve sua posição na liderança do Campeonato Brasileiro.