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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Saúde

SUS pode incluir PreP injetável para prevenção do HIV até o fim do ano

Com doses bimensais, o carbotegravir aguarda avaliação da Conitec enquanto o governo negocia valores acessíveis para a rede pública.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
SUS pode incluir PreP injetável para prevenção do HIV até o fim do ano
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde planeja disponibilizar a PreP injetável no Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2024. A nova alternativa de profilaxia pré-exposição utiliza o medicamento carbotegravir, aplicado a cada dois meses, para impedir a replicação viral de maneira prolongada no organismo.

Na próxima semana, a pasta encaminhará o pedido de incorporação à Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias no SUS (Conitec). O órgão independente analisará a relação custo-benefício do tratamento antes de emitir o parecer sobre sua entrada no sistema público.

Embora a palavra final seja do Ministério da Saúde, o governo federal negocia com a farmacêutica GSK a aquisição de lotes a preços viáveis. Segundo o ministro Alexandre Padilha, a empresa apresentou uma proposta inicial com valores adequados para o cenário brasileiro.

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Durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, no Rio de Janeiro, Padilha reforçou que o país busca tecnologias de proteção prolongada, desde que sejam ofertadas a custos justos aos sistemas públicos, sem valores estratosféricos.

Divergências sobre o lenacapavir

O fator econômico impediu a adoção de outro fármaco inovador, o lenacapavir. Administrada a cada seis meses, a medicação teve um preço considerado inviável pelo governo, que recusou a proposta mesmo dispondo-se a pagar até dez vezes mais do que o valor fixado para países como Indonésia e Tailândia.

Padilha enfatizou que o orçamento público não será utilizado para inflar os lucros da indústria farmacêutica. O Brasil ficou fora do acordo de licenciamento voluntário da Gilead, que autorizou genéricos em 120 países, gerando críticas de entidades internacionais como o Unaids.

Em nota, a Gilead informou que busca alternativas sustentáveis para o mercado brasileiro. A fabricante assinou um memorando com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estudar a transferência de tecnologia e a fabricação local do lenacapavir.

Vantagens da aplicação injetável frente à PreP oral

Atualmente, o SUS distribui a PreP oral em comprimidos diários, atendendo mais de 350 mil pessoas. No entanto, a modalidade injetável se destaca pela maior adesão, dispensando a rotina de medicação diária.

Um estudo conduzido pela Fiocruz com 1,4 mil voluntários indicou que 83% dos participantes preferem as injeções. Além disso, 94% mantiveram o calendário em dia, garantindo total proteção sem registros de infecção. Pesquisas da ViiV Healthcare e GSK também confirmaram eficácia com taxa anual de contágio de apenas 0,1%.

FONTE/CRÉDITOS: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil
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