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Quinta-feira, 30 de Abril 2026
Economia

Taxa de desemprego no primeiro trimestre atinge menor patamar desde 2012

Indicador para o início do ano é o menor já registrado na série histórica iniciada em 2012 pela Pnad Contínua.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Taxa de desemprego no primeiro trimestre atinge menor patamar desde 2012
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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A taxa de desocupação no Brasil, referente ao primeiro trimestre do ano, situou-se em 6,1%. Embora este índice seja superior ao registrado no último trimestre de 2025 (5,1%), ele representa o menor percentual de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, data de início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

No mesmo período do ano anterior, o primeiro trimestre de 2025, a taxa de desemprego havia atingido 7%. Essas informações foram divulgadas nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua sede no Rio de Janeiro.

A última vez que a taxa de desemprego havia ficado abaixo de 6% foi no trimestre encerrado em maio de 2025. Já no trimestre móvel que terminou em fevereiro de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,8%.

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Contudo, o IBGE adverte que comparações entre trimestres imediatamente consecutivos não são recomendadas devido à sobreposição de dados. Um exemplo é que os números referentes a fevereiro são incluídos nas duas últimas divulgações da pesquisa. Por essa razão, o instituto prefere realizar comparações com o quarto trimestre de 2025.

Trabalhadores em busca de ocupação

Ao final do primeiro trimestre de 2026, o número de pessoas procurando por emprego, a chamada população desocupada, totalizou 6,6 milhões. Esse contingente é 19,6% maior (equivalente a 1,1 milhão de indivíduos) do que o observado no quarto trimestre de 2025. No entanto, representa uma redução de 13% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Durante o mesmo período, o número total de pessoas ocupadas alcançou a marca de 102 milhões. Este número é 1 milhão menor que o do último trimestre de 2025, mas 1,5 milhão superior ao contingente registrado no primeiro trimestre do ano anterior, indicando uma variação anual positiva.

Análise do comportamento sazonal

O desempenho do mercado de trabalho no primeiro trimestre foi influenciado por fatores sazonais, ou seja, características típicas desta época do ano, conforme explicado por Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

“A diminuição no contingente de trabalhadores ocorreu em setores que, usualmente, exibem esse padrão de comportamento. Isso pode ser atribuído tanto à tendência de desaceleração no comércio neste período quanto à dinâmica de encerramento de contratos temporários em atividades de educação e saúde no setor público municipal”, detalhou Beringuy.

Dos dez agrupamentos de atividades econômicas analisados pelo IBGE, nenhum apresentou aumento no número de ocupados. Três setores registraram queda: comércio (com recuo de 1,5%, o que representa menos 287 mil pessoas ocupadas), administração pública (queda de 2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (redução de 2,6%, ou menos 148 mil pessoas).

Diminuição da informalidade

Apesar do aumento na taxa de desocupação no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior, o Brasil observou uma redução na informalidade.

No trimestre que se encerrou em março, a taxa de informalidade representou 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, sem garantias de direitos trabalhistas.

No final de 2025, essa taxa era de 37,6%, e no primeiro trimestre de 2025, era de 38%.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu em 39,2 milhões, sem alterações significativas no trimestre. Contudo, houve um aumento de 1,3% (504 mil pessoas a mais) em relação ao ano anterior.

O contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado diminuiu 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, totalizando 13,3 milhões. Em comparação anual, a situação permaneceu estável, sem variações estatisticamente relevantes.

O número de trabalhadores por conta própria manteve-se estável no trimestre, com 26 milhões de pessoas. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve um acréscimo de 2,4% (607 mil pessoas a mais).

Entenda a Pnad

A pesquisa conduzida pelo IBGE abrange o mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as modalidades de ocupação, como empregos com ou sem carteira assinada, temporários e por conta própria. De acordo com os critérios do instituto, considera-se desocupada apenas a pessoa que buscou ativamente por uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. A Pnad visita 211 mil domicílios em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

A divulgação da Pnad ocorre um dia após a publicação de outro indicador do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Este último é elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e foca exclusivamente no cenário de empregados com carteira assinada.

Segundo dados do Caged, março registrou um saldo positivo de 228 mil novas vagas formais. Ao longo de 12 meses, o balanço acumulado é de 1,2 milhão de postos de trabalho com carteira assinada criados.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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