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Direitos Humanos

Unicef alerta que pais enxergam palmada como disciplina e não como violência

Levantamento aponta que responsáveis diferenciam tapas de espancamentos, enquanto especialistas reforçam que punições físicas geram medo e constrangimento.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Unicef alerta que pais enxergam palmada como disciplina e não como violência
© Wilson Dias/Agência Brasil
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Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revela que muitos responsáveis ainda enxergam a prática da palmada como um método de disciplina, e não como uma forma de violência infantil. A pesquisa ouviu centenas de pessoas em áreas vulneráveis do país para entender o comportamento de pais e cuidadores voltado especialmente para a primeira infância.

De acordo com a especialista de proteção à criança do Unicef no Brasil, Luiza Teixeira, as famílias costumam separar o tapa ou a chinelada do conceito de espancamento. Para essa parcela da população, o ato físico menor seria aceitável para educar, enquanto a agressão grave é repudiada.

Desconhecimento legal

O estudo também aponta que a legislação conhecida como Lei da Palmada, em vigor há mais de uma década, ainda é pouco compreendida no cotidiano das famílias. Os pesquisadores reforçam que a criação dos filhos frequentemente é tratada como um assunto estritamente privado, o que acaba silenciando a comunidade ao redor.

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Além disso, a falta de preparo dos serviços públicos e de redes de apoio dificulta a orientação adequada aos responsáveis, que muitas vezes recorrem a punições físicas impulsionados pelo esgotamento emocional durante crises de birra.

Alternativas pedagógicas

Especialistas em desenvolvimento infantil destacam que o cérebro das crianças pequenas ainda está em fase de maturação, o que limita a capacidade de autorregulação emocional. Em vez da punição física, educadores recomendam acolher os sentimentos dos pequenos, estabelecer limites claros de forma conversada e ensinar novas formas de lidar com a frustração.

FONTE/CRÉDITOS: Luiz Claudio Ferreira - Repórter da Agência Brasil
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