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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
Economia

Antiga sede dos Correios no Rio vai a leilão por R$ 53,6 milhões

Edifício histórico localizado no centro da capital fluminense integra o plano de reestruturação da estatal e passará por disputa virtual nesta quinta-feira.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Antiga sede dos Correios no Rio vai a leilão por R$ 53,6 milhões
© Tomaz Silva/Agência Brasil
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A antiga sede dos Correios, localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, será leiloada nesta quinta-feira (30) de forma totalmente virtual pela VIP Leilões. O lance inicial para arrematar o imóvel histórico, como parte do plano de reestruturação e alienação de ativos ociosos da estatal, foi fixado em R$ 53,6 milhões.

Impactos no patrimônio histórico da Praça XV

O prédio de cerca de 9 mil metros quadrados de área construída fica no entorno da Praça XV, próximo a importantes centros culturais como o Paço Imperial e o CCBB. Por estar em uma área tombada em âmbito federal, a venda tem gerado debates sobre o futuro do patrimônio.

A presidente em exercício do CAU/RJ, Isabel Rocha, destacou que o tombamento preserva as características arquitetônicas, mas não impede a mudança de proprietário. O novo comprador não poderá demolir nem descaracterizar a edificação sem aval dos órgãos competentes.

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Segundo a arquiteta, a principal apreensão do conselho diz respeito à destinação do espaço após a arrematação, exigindo consciência histórica por parte do futuro gestor do imóvel.

Regras do leilão e atuação do Iphan

De acordo com a estatal, a venda visa reduzir despesas operacionais e permitir novos investimentos em modernização. Caso não ocorra arremate na primeira etapa, o preço inicial poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões nas rodadas posteriores.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) esclareceu que não interfere na transferência de posse do bem, já que a responsabilidade de manutenção do marco urbano cabe integralmente ao seu proprietário legal, que deve notificar a mudança em até 30 dias.

O órgão reforçou que qualquer intervenção ou obra futura para adaptar o espaço a novos usos exigirá licenciamento prévio, garantindo a integridade do conjunto arquitetônico.

FONTE/CRÉDITOS: Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil
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