A Anvisa determinou nesta sexta-feira (25) a apreensão de dois lotes do medicamento Ocrevus (ocrelizumabe) 300 mg/10 ml, usado no tratamento de pacientes com esclerose múltipla. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.
O registro do remédio foi aprovado em 2022. Ele é indicado para formas recorrentes da doença e também para a esclerose múltipla progressiva primária.
Segundo a agência reguladora, os itens foram distribuídos pela Laf Med Distribuidora de Medicamentos e Materiais Hospitalares Ltda.
A empresa não tem autorização para atuar no mercado farmacêutico.
A Autorização de Funcionamento da distribuidora está inativa desde outubro de 2025.
Os produtos foram fabricados de forma regular pela detentora do registro, mas eram destinados ao exterior e ingressaram no Brasil de maneira irregular.
Por causa disso, não há garantias sobre a conservação e integridade dos itens ao longo de toda a cadeia de distribuição.
Proibições gerais
A resolução veda a comercialização, o armazenamento, a distribuição, a exportação, a propaganda e o transporte dos lotes H7953B14 e H7953B06.
A agência ressaltou que a restrição se aplica apenas a esses dois lotes específicos devido à origem irregular.
Histórico
A distribuidora envolvida já havia sido autuada anteriormente por comercializar medicamentos falsificados.
Naquela ocasião, o episódio foi repassado às autoridades policiais para investigação.
Medicamentos manipulados
A decisão da autarquia também ordenou o recolhimento de preparações estéreis feitas pela ICT Farmacêutica Ltda. entre 31 de agosto e 2 de setembro de 2026.
Foram encontradas falhas críticas nas instalações e nos processos assépticos da empresa.
Isso compromete diretamente a esterilidade, a segurança e a eficácia terapêutica dos produtos manipulados.