A CBF reuniu, nesta segunda-feira (10/8), no Rio de Janeiro, representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro para discutir mudanças na arbitragem e nas regras das competições nacionais. O encontro ocorre em meio ao aumento das reclamações públicas de dirigentes contra decisões dos árbitros.
A entidade pretende avaliar a adoção de medidas utilizadas durante a Copa do Mundo, especialmente aquelas voltadas à redução da cera e ao aumento do tempo de bola rolando. A ideia é discutir a possibilidade de implementar parte das alterações já na sequência do Brasileirão deste ano.
Veja as fotos
Abrir em tela cheia
Leia Também
“Ancelotti é o melhor técnico do mundo na atualidade”, diz presidente da CBF
“Me entristece”: presidente da FPF se manifesta sobre pênalti polêmico e pressiona CBF
“O sistema não deixa ninguém entrar”, diz Ronaldo sobre presidência da CBF
“Que venha no novo ciclo”, CBF publica vídeo sobre 2030 e é criticada nas redes
CBF aposta no diálogo com os clubes
A reunião faz parte de uma série de cinco encontros planejados pela nova gestão da entidade para discutir alterações no futebol brasileiro. O presidente da CBF, Samir Xaud, destacou o caráter participativo do processo. “É mais uma reunião dessa nova gestão, desse novo modelo que tem como base o diálogo, a discussão, sempre de uma forma muito democrática. Hoje [segunda-feira] daremos o pontapé inicial da primeira reunião de cinco que temos programadas, para a gente discutir as regras do jogo, muitas já implementadas também na Copa do Mundo. Faz parte das mudanças que estamos fazendo e reestruturando o futebol brasileiro”, discursou.
A arbitragem ganhou espaço nas discussões após uma sequência de manifestações de clubes contra atuações de árbitros no Brasileirão e na Copa do Brasil. Diferentes equipes chegaram a publicar notas oficiais para contestar decisões tomadas durante as partidas.
Vice-presidente fala em processo gradual
Também presente no encontro, o vice-presidente Gustavo Dias Henrique comparou o cenário da arbitragem brasileira ao funcionamento do sistema público de saúde para explicar a complexidade do processo de reformulação. “A arbitragem é meio parecida com o sistema de saúde público: é difícil, requer tempo e precisa de vários mecanismos para que se ajeite. A gente sabe que não vai ser de uma hora pra outra”, comentou.
A intenção da CBF é discutir com os clubes quais mudanças podem ser aplicadas no curto prazo e quais exigem uma implementação mais gradual.
Debate também mira futuro do futebol brasileiro
Além das alterações nas regras e na arbitragem, a CBF pretende utilizar a rodada de encontros para avançar em discussões estruturais envolvendo os clubes. A entidade assumiu, no primeiro trimestre deste ano, a condução do processo de formatação de uma liga de clubes.
No curto prazo, a prioridade é avaliar medidas que possam ser incorporadas ao Campeonato Brasileiro ainda nesta temporada. No longo prazo, a CBF busca construir, junto às equipes, mudanças na organização e na governança do futebol nacional.


