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Terça-feira, 11 de Agosto 2026
Economia

Ata do Copom indica desaceleração da inflação e reforça cautela com juros

Documento divulgado pelo Banco Central aponta que o recente corte na taxa Selic busca garantir a convergência dos preços em meio a incertezas fiscais.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Ata do Copom indica desaceleração da inflação e reforça cautela com juros
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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A Ata do Copom, divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (11), detalhou que a redução da taxa Selic para 14% ao ano ocorreu em um ambiente de desaceleração da inflação. Contudo, a autoridade monetária enfatizou que o cenário ainda é rodeado por incertezas econômicas e exige cautela.

Segundo o documento, as expectativas inflacionárias continuam elevadas. Diante desse quadro de riscos, o comitê considera que o ajuste nos juros é compatível com a meta fixada para a inflação, atuando para amenizar as oscilações da atividade econômica e apoiar a manutenção do pleno emprego.

Apesar da recente redução no custo do crédito, a instituição financeira ressalta a necessidade de prudência. O relatório reforça que a política monetária tem papel fundamental na desinflação, mas a pressão vinda da demanda ainda exige a manutenção dos juros em patamar restritivo.

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Projeções da autoridade monetária

Para fundamentar suas decisões, o cenário de referência do órgão utiliza as estimativas do Boletim Focus para os juros. Paralelamente, a projeção cambial adota o valor inicial de R$ 5,10 por dólar, variando conforme a paridade do poder de compra.

Comportamento da inflação e impacto fiscal

De acordo com o registro oficial, a inflação ao consumidor mostrou desaceleração recente, embora continue rodando acima do teto da meta. Em contrapartida, os preços ao produtor registraram queda, impulsionados sobretudo pelo recuo no setor da indústria extrativa, como minério e petróleo.

Os diretores do Banco Central alertaram também sobre fatores internos de risco. O avanço do crédito direcionado e as incertezas referentes ao equilíbrio da dívida pública podem gerar pressões adicionais sobre as taxas de juros no país.

Instabilidade no ambiente internacional

No âmbito global, a conjuntura permanece incerta. O comitê destacou as apreensões com os conflitos geopolíticos no Oriente Médio e os rumos da política monetária nas principais economias desenvolvidas.

A volatilidade nas commodities e nos ativos financeiros impõe vigilância aos países emergentes. Adicionalmente, as indefinições quanto à condução econômica dos Estados Unidos aumentam a instabilidade dos mercados mundiais.

Atividade econômica e mercado de trabalho

Em relação à economia brasileira, o comitê nota uma moderação gradual da atividade desde o último encontro. Embora haja perda de ritmo, o mercado de trabalho segue aquecido, mantendo a taxa de desemprego em níveis baixos.

Por fim, os rendimentos médios dos trabalhadores apresentaram desaceleração. No entanto, a ata ressalta que esses ganhos reais continuam evoluindo acima do ritmo da produtividade nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
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