A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária de energia permanecerá amarela no mês de setembro. A decisão se aplica a todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e decorre do período de seca no país, que reduziu o nível dos reservatórios hidrelétricos e exigiu o acionamento de usinas termelétricas de custo elevado.
Este será o quinto mês consecutivo em que a tarifa sofre o acréscimo correspondente ao nível amarelo. Com essa sinalização mantida para setembro, a cobrança adicional permanece fixada em R$ 1,885 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos na fatura de energia elétrica.
Segundo nota oficial emitida pela autarquia reguladora, o cenário atual exige cautela dos consumidores. A Aneel destacou que simples ajustes na rotina de consumo nas residências e comércios ajudam a mitigar os impactos financeiros do custo de geração mais elevado.
Como funciona o sistema de bandeiras tarifárias
Vigente desde 2015, o mecanismo reflete mês a mês as oscilações nos custos da produção elétrica nacional. Quando as chuvas são escassas e as usinas térmicas entram em operação, o custo do sistema sobe, ativando os patamares amarelo ou vermelho.
Confira a estrutura de acréscimos aplicados por faixa no país:
- Bandeira amarela: taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha (Patamar 1): acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh consumidos;
- Bandeira vermelha (Patamar 2): acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh consumidos.