Um casal levou o corpo de um bebê dentro de uma mochila ao Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá, na noite de domingo (2). Segundo o boletim médico, o feto apresentava fraturas e estava com a cabeça separada do corpo. A mulher, que afirmou ser a mãe, disse aos profissionais de saúde que havia sofrido um aborto espontâneo e desconhecia a gravidez.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil nesta segunda-feira (3), a principal hipótese é de que o feto tenha morrido há dias ainda dentro do útero, caracterizando um caso de morte intrauterina. A suspeita de aborto provocado foi descartada por falta de evidências.
As primeiras análises do Instituto Médico Legal (IML) indicam que o óbito ocorreu antes da expulsão do corpo, o que pode explicar o estado do feto. Casos como esse são definidos pelo Ministério da Saúde como morte fetal, uando não há sinais de respiração, batimentos cardíacos, pulsações no cordão umbilical ou movimentos musculares.
O delegado responsável pelo caso, Michael Paes, afirmou que as conclusões ainda são preliminares e que o resultado final dos exames periciais deve confirmar as circunstâncias da morte. A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer em que momento o feto morreu e por que o casal demorou a procurar atendimento médico.
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